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Como posso me tornar doador de medula óssea e salvar uma vida?

Henrique Friedrich Neittzke transplante medula
Família Friedrich Neittzke / Divulgação
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Na maioria dos casos, não precisa nem de anestesia – e você pode se tornar a melhor notícia da vida de milhares de pessoas à espera dessa doação!

O pequeno Henrique, de 3 anos, que você vê na foto acima, foi diagnosticado recentemente com um tipo de leucemia crônica. A família Friedrich Neittzke, de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, está enfrentando com esperança e força o desafio das quimioterapias e transfusões de sangue pelas quais o menino está tendo que passar, enquanto aguarda um doador de medula que tenha mais de 90% de compatibilidade com a dele.

Henrique é um dos milhares de brasileiros que esperam a generosidade de voluntários dispostos a lhes doar uma chance inestimável de vida e recuperação. E aqui vai a ótima notícia: doar medula é muito mais fácil do que muita gente imagina!

Os passos para doar medula óssea são simples e indolores. Pessoas de 18 a 55 anos, em bom estado de saúde, sem doenças infecciosas ou incapacitantes, podem se voluntariar no Brasil como doadoras de medula óssea cadastrando-se no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Mas atenção: você não poderá “escolher” para quem irá a sua medula. Além da necessidade de compatibilidade, há critérios de urgência que precisam ser respeitados.

O que é a medula?

Existem dois tipos de medula: a espinhal e a óssea. A medula espinhal tem por função transmitir impulsos nervosos. Por sua vez, a medula óssea, que é encontrada no interior dos ossos, é a responsável pela produção de sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas). É a medula óssea que é doada e usada nos transplantes de medula.

O que é o transplante de medula óssea?

É a substituição de uma medula doente por uma sadia com a finalidade de recuperar sua função. Este procedimento é a única esperança de cura para milhares de pessoas. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de 1 em 100 mil. Por isso, é muito importante um número elevado de voluntários cadastrados para aumentar a possibilidade de se encontrar um doador compatível.

Quem precisa do transplante de medula?

O transplante de medula óssea é indicado em casos de doenças do sangue como a anemia aplástica grave, outras anemias adquiridas ou congênitas e na maioria dos tipos de leucemias (câncer de sangue), como a mieloide aguda, a mieloide crônica e a linfoide aguda. O procedimento pode ser indicado ainda para o tratamento de um conjunto de cerca de 80 doenças.

Eu posso ser um doador de medula óssea?

• É preciso ter entre 18 e 55 anos completos e estar saudável;
• Consulte as doenças impeditivas no site redome.inca.gov.br;
• Se não houver impedimentos prévios, vá até o hemocentro mais próximo e diga que quer ser doador de medula óssea.

Como será feito o meu cadastro como doador?

• Leve com você ao hemocentro um documento válido e com foto.
• Você vai preencher uma ficha com informações pessoais e assinar um termo de consentimento livre e esclarecido.
• Em seguida, será retirada uma pequena amostra do seu sangue (5 ml) para o exame de histocompatibilidade (HLA), que identificará as suas características genéticas como doador.
• A classificação da sua medula será cadastrada no Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome).
• A partir de então, as informações passam a ser constantemente cruzadas com as de quem precisa de transplante. Você receberá uma carteira de doador com selo do Redome.

Como vou ser avisado em caso de poder mesmo doar minha medula?

• Toda vez que alguém precisa de um transplante de medula, é verificada no banco de dados a compatibilidade entre a sua medula e a do paciente necessitado.
• Se a sua medula for compatível, você será avisado e passará por alguns outros exames. Por isso é importante que os seus dados de endereço, telefones e outras informações estejam sempre atualizados no Redome.
• Após os exames, se for confirmada a compatibilidade, você passará por uma nova consulta para certificar se realmente deseja fazer a doação.

Como é feita a doação de medula?

Existem duas formas de doar: quem escolhe o procedimento mais adequado é o médico.

1. Em grande parte dos casos, o doador deve tomar durante 5 dias um medicamento que faz com que as células da medula óssea sejam levadas para a corrente sanguínea. Após este período, é feita a coleta do sangue e a separação das células-tronco. O sangue é colhido pelas veias do braço, com uso da máquina de aférese. É um procedimento simples, sem necessidade de internação e nem sequer de anestesia.

2. A outra forma é feita em centro cirúrgico e requer anestesia peridural ou geral, além de internação por 24 horas. Neste procedimento, a medula é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, com duração de 90 minutos. Nos primeiros três dias pode haver algum desconforto localizado, de leve a moderado, amenizado com o uso de analgésicos e outras medidas simples.

Nos dois casos, a medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias. Não há exigências particulares quanto a mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação.

Lembre-se: a sua doação pode significar o fim de uma longa e dolorosa espera – e a salvação de uma vida!

Mais informações:

REDOME – Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea
Rua dos Inválidos, 212, 8º andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21) 2505 5656
Email: redome@inca.gov.br
Site: http://redome.inca.gov.br

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