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Maconha? Médicos Católicos Portugueses: “Não existem drogas boas”

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Portugal discute legalizar maconha e médicos recordam o óbvio: "Se querem mesmo reduzir os riscos, o lógico então é que o consumo seja evitado"

Em nota à imprensa, a Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) se manifestou contra a eventual legalização da maconha em Portugal, chamando a atenção para os “problemas de ordem médica” potencialmente provocados pelo uso desta droga.

Efeitos nocivos

A nota apela “ao bom senso e à responsabilidade política dos deputados“, que devem discutir no país um projeto de lei (1050/XIII) sobre a legalização da cannabis. O projeto, apresentado por deputados do assim chamado Bloco de Esquerda, alega que a legalização do “uso pessoal” de maconha “reduzirá o consumo de outras substâncias mais tóxicas e com mais consequências“. De fato, circula popularmente a ideia, impulsionada por campanhas midiáticas de pouco embasamento científico, de que o uso da maconha não viciaria nem causaria danos.

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses, no entanto, afirma que vários estudos científicos em diferentes áreas médicas já comprovaram que o uso da maconha está associado e potencializa “alterações estruturais e funcionais no sistema nervoso central, com consequências nefastas para a saúde psíquica e riscos aumentados em casos de consumo prolongado ou desde idade precoce. Por esse motivo, não se justifica que venha a ser aprovada uma legislação no sentido do uso de qualquer droga para fins recreativos, pois o mais importante para a saúde pública é que esse consumo seja evitado“.

Estado cúmplice

Os médicos também declaram, enfaticamente, que a iniciativa política para legalizar a cannabis “não será uma medida eficaz para reduzir o seu consumo“: em vez disso, “levará a um aumento do número de pessoas que consumem esta droga“.

“A lei também tem uma função pedagógica, pelo que a legalização da cannabis daria um sinal contraditório à sociedade, contribuindo para que muitos jovens e adolescentes desvalorizassem os riscos associados ao consumo desta droga, acabando por tornar o próprio Estado cúmplice em relação a esses danos e perigos”.

Ideologia

O comunicado da AMCP vai direto ao ponto ao afirmar que os gestores públicos devem “implementar políticas com base em conhecimentos científicos e não inspiradas em ideologias“, dizem os Médicos Católicos.

Não só os médicos católicos

O presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, dr. Miguel Guimarães, também se manifestou a respeito da eventual legalização da maconha no país, destacando o impacto negativo do seu uso na saúde das pessoas.