Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Receba diretamente no seu email os artigos da Aleteia.
Cadastrar-se

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

De analfabeta a conselheira do Papa: 9 fatos sobre Santa Catarina de Sena

Compartilhar

A Doutora da Igreja não mediu esforços pela unidade da Igreja numa época de decadência, divisão e corrupção

1 – Santa Catarina nasceu em Sena, Itália, em 1347 e, ainda bem jovem, mas já tomada de espírito de oração e penitência, entrou na Ordem Terceira de São Domingos, onde trabalhou incansavelmente pela paz e pela unidade da Igreja nos tempos desafiadores do desterro de Avignon. Ela chegou a viajar até aquela cidade do sul da França, para onde o Papado tinha sido transferido, a fim de pedir ao Papa Gregório XI que retornasse a Roma o quanto antes, visando dar fim à decadência que agredia o Coração de Cristo e dividia os cristãos em bandos: ela enxergava claramente a necessidade do retorno papal à sede romana para possibilitar a imprescindível reforma que urgia à Igreja.

2 – Com grande vigor e coragem, dirigiu poderosas exortações a cardeais, bispos e sacerdotes implorando-lhes a pureza dos costumes para sanar a Igreja. Soube também censurá-los com severidade, sem deixar de lado a humildade e o respeito pela sua dignidade: afinal, sabia que “são ministros do sangue de Cristo” (São Paulo VI, homilia da Missa de proclamação de Santa Catarina de Sena como Doutora da Igreja, 04/10/1970).

3 – Chamava o Papa de “doce Cristo na terra” e é exemplo de profundo amor e fidelidade ao Vigário de Cristo. Escreveu: “Quem não obedece a Cristo na terra, àquele que está no lugar de Cristo no Céu, não participa do fruto do sangue do Filho de Deus” (Carta 207, III).

4 – Profundamente esperançosa, não se desanimava e, segundo testemunhas da época, mantinha sempre o sorriso aberto e o olhar sereno: andava bem arrumada, amava as flores e até cantava enquanto caminhava. Harmonizava a firmeza das convicções com a delicadeza dos gestos.

5 – Numa época em que as mulheres precisavam de muita força de vontade para vencerem o analfabetismo, ela aprendeu a escrever já adulta e, numa vida bastante curta, escreveu inúmeras cartas, das quais se conservam cerca de quatrocentas, além de um livro, o “Diálogo”, no qual expõe as suas conversas íntimas com Nosso Senhor.

6 – Após ser canonizada pelo Papa Pio II, o seu culto se estendeu rapidamente por toda a Europa. O Papa Pio IX a declarou segunda padroeira da Itália e São Paulo VI a proclamou Doutora da Igreja.

7 – Santa Teresa de Ávila dizia que, depois de Deus, devia a Santa Catarina de Sena o progresso da sua alma.

8 – Com o cisma que se abateu sobre a Igreja do seu tempo, escreveu a incontáveis cardeais, reis, príncipes, bispos… Parecia tudo em vão. Exausta, ofereceu-se a Deus como vítima pela Igreja e, num dia de janeiro, ao rezar diante do túmulo de São Pedro, sentiu sobre os ombros o que foi descrito como o “imenso peso da Igreja“, uma experiência que também foi vivida por outros santos.

9 – Em seu leito de morte, ocorrida no dia 30 de abril de 1380, Santa Catarina de Sena dirigiu a Nosso Senhor esta fervente oração:

“Ó Deus eterno, recebe o sacrifício da minha vida em benefício deste Corpo Místico da Santa Igreja. Não tenho outra coisa para oferecer-te a não ser aquilo que me deste”.

Poucos dias antes, já tinha dito ao seu confessor:

“Asseguro-lhe de que, se eu morrer, a única causa da minha morte será o zelo e o amor à Igreja que me abrasa e me consome”.