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Pe. Reginaldo Manzotti: por que insistimos no errado?

WOMAN THINKING
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Deus é bondoso, mas sofreremos as consciências do nosso livre arbítrio

“É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 1, 5).

Mas de quê? Somos livres para quê? Como podemos dizer que somos livres?
Com muita frequência recomendamos: examinem a consciência. O que é
consciência? Se existe consciência, por que insistimos no errado?
O problema é que nossa consciência pode estar danificada, e continuamos
com o mal e o pecado coabitando em nós. São Pedro nos diz: “Pois o batismo
não serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para
obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo.” (1Pd
3, 21).
Somos livres na pratica do bem. É para a liberdade que Cristo nos libertou,
mas uma liberdade que embase a ressurreição em Jesus, uma libertação em
Jesus, um sepulcro vazio em Jesus, uma liberdade que deve nos levar a uma
boa consciência.
Deus nos deu o chamado “livre arbítrio”, que é a liberdade de fazermos
escolhas, de agir ou não agir, de fazer as coisas ou não fazer. Essa liberdade
alcança a sua perfeição quando está em profunda sintonia com Deus.
O fato da pessoa dizer que fez algo coagido, porque as circunstâncias o
levaram agir de forma errada, não justifica e não a livram da responsabilidade e
das consequências de seu erro, pois fez mau uso do seu livre arbítrio e não
ouviu a voz de Deus, que fala na consciência.
Os pais são os primeiros responsáveis na educação da consciência moral dos
filhos e não devem se eximir disso. Primeiro pelo testemunho, segundo por
criar um lar de ternura, perdão, respeito e fidelidade. É necessário dar bom
exemplo aos filhos, com o custo de se criar filhos sem consciência moral. Se as
crianças e os adolescentes estão crescendo com a consciência desvirtuada é
porque não conseguiram aprender dos seus primeiros professores. É
necessário que os pais corrijam, cuidem e orientem os filhos segundo uma lei
divina. (Ef 6, 4.) É preciso edificar e levar os jovens ao amadurecimento, ao uso
correto da liberdade e da razão.

Deus criou o homem de tal forma que deixou a decisão da sua vida entregue
em suas mãos, como diz no Livro do Eclesiástico. Então, os atos levam a
imputabilidade, o que fazemos tem consequências para nós, para os outros e
para nossa salvação.
Deus é misericordioso, mas respeita o nosso livre arbítrio. Deus é bondoso,
mas sofreremos as consciências do nosso livre arbítrio, porque Ele nos deixou
o homem nas mãos de suas próprias decisões.
O caminho para se tomar decisões certas é endireitar a consciência, endireitar
a vontade pela razão. No nosso dia a dia temos que tomar decisões, não
estamos protegidos por uma retoma, temos que usar nosso livre arbítrio e nos
valer de nossa liberdade. Mas como não errar? Como fazer as escolhas
certas?
O ser humano, pode ou não seguir a Deus, é nossa decisão também. Enquanto
não estivermos em plena sintonia com Deus, enquanto não estivermos
absorvidos em Deus, podemos escolher o bem e o mal. Crescer na perfeição
para Deus ou definhar no pecado. A decisão é nossa.
Quanto mais caminhamos numa consciência reta para o bem, mais livre
seremos.
Estamos no processo de conversão, não em pequenos gestos, mas de uma
conversão interna. A conversão se realiza na vida e no dia a dia. Conversão no
exercício com os pobres, consciência reta na defesa da justiça. Consciência
lúcida na correção fraterna, consciência atinada na revisão diária de nossas
vidas, no exame de consciência, no direcionamento da liberdade na aceitação
do sofrimento, tomar a cruz cada dia e seguir Jesus.

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