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Que tipo de “experiência de felicidade” estão nos vendendo?

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Shutterstock | Bogoljubb

Ignasi De Bofarull - publicado em 06/05/19

Será que toda a felicidade que vemos nas redes sociais é real?

Estão nos vendendo felicidade por toda a parte – e costuma ser um produto caro. É uma felicidade exigente e cheia de desafios atordoantes. São experiências maravilhosas, comidas deliciosas, viagens inesquecíveis. A publicidade (não só a explícita nos anúncios) de uma vida boa está por todo lado: no cinema, nas séries, nas revistas, na internet, nas redes sociais.

Por outro lado, passamos a olhar em um espelho que coloca em dúvida tudo que nos rodeia: nossa família, nosso trabalho, nosso carro, nossa beleza. Alguns aspectos são importantes, outros nada relevantes, pois queremos parecer com os modelos de felicidade que vemos. Queremos ter cabelo loiro, corpo atlético, olhos grande e azuis, além de levar uma vida de luxo.

No Instagram – fonte inesgotável de publicidade implícita – os usuários fotografam tudo: comida, paisagem, cachorro. Pois bem: o tema foi assunto de uma pesquisa e descobriu-se que esses usuários das redes sociais talvez não busquem gerar inveja, mas simplesmente serem o centro das atenções.

Tem gente que passa horas vendo fotos e vídeos postados nos perfis dos amigos e dos chamados influenciadores. Ao final, a inveja corre dentro dessas pessoas. A vida delas se torna, então, pequena, insignificante, insípida e vulgar. A máquina da publicidade da felicidade material segue a sua roda.

A publicidade diz que, se não brilharmos, não estaremos na crista da onda e não seremos ninguém. E aí a gente se pega tirando fotos para postar no Facebook.

Mas será que esta felicidade material é a felicidade autêntica? A resposta é simples: não! Claro que precisamos fazer uma boa viagem e ficarmos bonitas e bonitos. Mas essa felicidade é para dois dias, para descansar, não para a vida. O dinheiro ajuda, mas não traz felicidade.

A felicidade real é algo mais profundo e é preciso dar-lhe um nome: paz interior e vida plena de sentido. A felicidade não é o prazer, a beleza, o sucesso – que, em pequenas e oportunas doses são muito convenientes. Estamos falando do prazer de comer bem e bem acompanhado, do amor recebido pelo cônjuge, de um amor fiel, dos sucessos profissionais, do voluntariado e das amizades. Ou seja: de coisas que nos proporcionam a paz.

A paz emerge junto com a satisfação de uma vida coerente, que tenha sentido por ser vivida com a serenidade e a capacidade de aceitar o que nos chega todos os dias. Uma vida sem pressa, sem obsessões pelo crescimento, sem inveja, sem ódio.

Neste sentido, como devemos tratar os outros? Devemos tratar as pessoas bem, respeitar sua dignidade, sermos justos. É preciso pagar bons salários, ajudar com naturalidade, oferecer nosso melhor trabalho. Isso implica trabalhar bem e, socialmente, ser amável e atento.

E os amigos? Devemos apoiá-los, entendê-los, ajudá-los. E em ralação à nossa família? Para nossas esposas, filhos, mãe e toda a nossa família, só há um segredo: entregar-se a eles, dar o melhor de si a eles, passar horas como filhos, visitar a mãe mais velha que sempre reclama. E os maridos e esposas? Eles devem se amar com loucura!

Tudo isso é a coerência que devemos buscar, é a paz que se transforma em felicidade autêntica. Uma vida assim é um presente imenso para o coração e para a alma. Se vivermos desse modo, seremos felizes interiormente, pois sabendo que fazemos bem as coisas, teremos sempre a consciência tranquila. Pessoas que adotam este estilo de vida têm mais amigos, filhos mais agradecidos e um cônjuge cheio de satisfação, pois sabe que é amado (ou amada).

Uma última gota de felicidade: o voluntariado, a doação do próprio tempo para as causas nobres. Insistimos que felicidade é ação; podemos terminar cansados, porém felizes por dentro (e cheios de paz).


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