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Assassinados padre que ajudava cegos e freira que ensinava jovens pobres

Reprodução / Vatican News
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Ela foi decapitada e ele esfaqueado: violência perpetrada contra religiosos católicos continua alarmante em várias regiões do mundo

Duas notícias trágicas vindas da África nesta semana voltam a trazer à tona a violência perpetrada contra religiosos católicos no continente.

Pe. Landry

No domingo, 19, o pe. Landry Ibil Ikwel, 34 anos, foi esfaqueado em sua comunidade na cidade da Beira, região central de Moçambique, e, embora levado rapidamente a um hospital, não resistiu aos ferimentos.

A Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, da qual o sacerdote era membro, se pronunciou em nota:

“Unimos nossos corações ao de nossos irmãos e irmãs na África, na dor da oração e na confiança de Jesus, que morreu violentamente na cruz, perdoando seus agressores. Pedimos ao Senhor que, onde quer que a morte busque prevalecer, a vida prevaleça finalmente”.

O pe. Landry tinha sido ordenado sacerdote em 7 de fevereiro de 2016, na República Democrática do Congo, e trabalhava como diretor do Instituto para Cegos em Beira. A missão do instituto é formar, reabilitar e integrar socialmente crianças, jovens e adultos cegos. O próprio sacerdote havia declarado que a entidade era um “testemunho eloquente da nossa opção preferencial pelos pobres” e “uma resposta concreta à dinâmica missionária que nos convida hoje a ir às periferias“.

Irmã Inés

Já na segunda-feira, 20, foi encontrado decapitado o corpo da irmã Inés Nieves Sancho, 77 anos, religiosa espanhola das Filhas de Jesus que trabalhava em Nola, na República Centro-Africana, perto da fronteira com Camarões. A freira preparava jovens carentes para trabalhos profissionais de costura e foi martirizada no próprio local de trabalho, por desconhecidos, na noite de domingo para segunda-feira.

Descrita pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano como “delicada, gentil e absolutamente pacífica“, a religiosa trabalhava havia décadas em um dos países mais pobres do planeta e não pretendia sair da República Centro-Africana enquanto tivesse forças para continuar trabalhando.

Por enquanto, nenhum grupo reivindicou a autoria do assassinato bárbaro, mas uma das hipóteses é a do comércio de órgãos humanos em um contexto de sacrifícios rituais relativamente comuns na região para obter “boa sorte” e riqueza. Segundo matéria do diário vaticano, chega a acontecer que os próprios pais matem algum filho para conseguir fortuna. O jornal observa ainda que essa prática vem do vizinho Camarões. A hipótese, porém, é por enquanto especulativa: as autoridades locais nem sequer iniciaram as investigações, conforme denúncia do deputado Jean Marc Ndoukou.

As Filhas de Jesus fizeram uma vigília de oração na noite da segunda-feira e realizaram o funeral da irmã Inés na terça, 21. Na Audiência Geral da quarta, 22, o Papa Francisco fez questão de mencionar o assassinato e de rezar por ela uma Ave-Maria junto com os fiéis presentes no Vaticano.

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