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Vestir-se para você ou para os outros?

DRESS

Shutterstock-bokan

Canção Nova - publicado em 26/06/19

A nossa forma de nos vestirmos reflete um pouco o nosso estado emocional e psíquico

Observe você e suas variações na forma de se vestir e se arrumar. Nos dias em que está mais desanimada, não tem muito ânimo ou disposição para pensar em uma combinação bacana, em passar um batom decente na boca, talvez nem arrumar o cabelo. Mas naqueles dias que animação é sua parceira e o dia parece mais feliz, pois “nada é capaz” de abalar seu estado de espírito, a roupa fica mais arrumada no corpo, o batom, rímel e um blush não são peso, mas sim parte de você. Percebeu o quanto nossa apresentação pessoal está ligada a como estamos interiormente?

Pois bem! Se refletimos externamente por meio de roupas, calçados, make e cabelo, o que estamos vivendo em nosso universo interior, fica a pergunta: “Tenho me arrumado para quem? Para mim ou para os outros?”.

Uma pergunta muito boa de ser feita, pois se, ao longo dessa reflexão, você perceber que se sua imagem está liga ao outro, provavelmente é porque talvez você nem saiba ainda quem realmente você é! Pois se me visto para o outro, estou vivendo a partir do olhar do outro e não do meu. O que pode gerar sofrimento psíquico e dependências emocionais. É claro que não se pode negar que existe uma “necessidade” do olhar do outro. Queremos sim ser vistos. Principalmente as mulheres, pois elas têm essa necessidade maior que os homens. No entanto, trata-se de um desejo de ser visto, notado, de existir na vida de alguém, e não de me vestir conforme o outro aprova ou desaprova.

Nunca perca seu brilho

Quantas pessoas, ao viverem o término de um relacionamento amoroso ou até mesmo o rompimento de uma amizade, relatam terem percebido o quanto se sentiu desconfigurado durante este relacionamento! Por terem ouvido que eram extravagantes em sua forma de sorrir, que suas roupas eram antiquadas, que precisavam disso ou daquilo… E ao final, perceberam que já não era a sua identidade que estava sendo refletida, mas a identidade projetada pelo outro. Este é o ponto principal dessa indagação.

Precisamos sim, nos adequarmos a ambientes e lugares. Não dá para ir de tênis, calça jeans e camisa de malha em um casamento. Assim como não dá para ir ao parque de diversões de salto alto e vestido de festa. A harmonia e o equilíbrio precisam existir, mas, junto, uma identidade e um estado emocional saudável, para não viver na dependência de uma aprovação que pode nunca existir.

Como você se enxerga?

Outro bom aspecto dessa reflexão é pensar sobre como você enxerga sua imagem. Ao olhar-se no espelho, a imagem refletida lhe agrada? Você está feliz com essa imagem?

Caso a resposta seja sim, fico imensamente feliz por conseguir chegar neste ponto. Mas caso seja não, convido você a pensar sobre você, sobre sua imagem. E fazer as seguintes perguntas: Você tem olhado para você? Tem se cuidado? Tem se sentido feliz com o estilo de roupa que está usando? Tem seu próprio estilo?

Tais perguntas podem ser o começo para aqueles que desejam fazer este caminho de volta, de arrumar-se para você, pois ninguém melhor que você deve saber o que, de fato, retrata a sua identidade e personalidade, seus valores e cultura. Tudo isso caminha junto. Sabendo quem você é, seus valores e estilo de vida, com toda certeza deixará de “mendigar” o olhar de aprovação do outro e deixará de ser um manequim nas mãos de quem talvez não o conhece. Comece por aqui, trace seu perfil, invista nele e seja feliz com a sua imagem.

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Por Aline Rodrigues, missionária da Comunidade Canção Nova. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial e pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental. Possui experiência profissional tanto em atendimento clínico, quanto empresarial e docência.


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Tags:
EducaçãoPsicologia
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