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Católico pode usar cristal com o intuito de curar doenças?

HEALING CRYSTALS
Alexander Gold | Shutterstock
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Será que é possível usar um cristal para beneficiar a saúde física sem colocar em risco a nossa alma?

Os medicamentos alternativos se tornaram extremamente populares nos últimos anos, e o uso de cristais para a cura é uma dessas tendências. Muitas celebridades, como Katy Perry, Lena Dunham e Adele afirmam usar cristais regularmente. Isso levou muitos spas e centros de saúde e estética a promover seu uso, alegando que os cristais podem ajudar a curar doenças físicas e aliviar a ansiedade.
E é aí que entra a dúvida: os católicos também podem usá-los, desde que o façam para fins de cura?

Em primeiro lugar, a comunidade médica e científica ainda não comprovou se os cristais possuem ou não propriedades curativas concretas. De acordo com a Live Science, “cientificamente falando, não há evidências de que o tratamento com cristais possa ser usado para curar doenças, porque nunca foi encontrado o resultado de um chamado fluxo de energia no corpo. Além disso, nenhum estudo científico mostrou que cristais e pedras podem ser diferenciados por composição química ou cor para tratar uma doença específica.”

Segundo a ciência, os cristais não contêm nenhum efeito químico rastreável que possa produzir resultados de cura ou redução da ansiedade. Se houver, ele pode fornecer um “efeito placebo” temporário, que varia de acordo com o indivíduo. A maioria dos médicos desaconselha seu uso.

O lado obscuro dos cristais

Uma das principais razões pelas quais os cristais são usados ​​para a cura é por causa de uma “conexão espiritual” entre os cristais e o “campo de energia” que envolve as pessoas. Essa crença é atribuída a tradições místicas do budismo e do hinduísmo. Dizem que esses cristais podem ajudar a corrigir um “desequilíbrio” que existe no campo de energia de uma pessoa.

O problema com esse conceito é que os cristais são usados ​​para invocar poderes espirituais ocultos. Mesmo que alguém afirme que o campo de energia é realmente o “Espírito Santo” e use a oração cristã ao usar cristais, o sistema de crenças por trás dos cristais é de natureza demoníaca.

Nos últimos anos, o Vaticano produziu um documento que denuncia práticas como o uso de cristais. Da mesma forma, o Catecismo da Igreja Católica adverte sobre essa prática, que pode ter efeitos prejudiciais:

 “Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demónios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia”(Catecismo da Igreja Católica 2117).

Geralmente, quando um cristal em particular não funciona, o profissional de saúde alternativa sugere outras práticas espirituais que utilizam as antigas “energias espirituais”. Isso conduz muito rapidamente por um caminho sombrio, em que a pessoa pode se abrir a influências demoníacas.

Isso não quer dizer que todos os medicamentos alternativos sejam maus, mas aqueles que invocam poderes espirituais fora de Deus são altamente suspeitos. Além disso, se não houver dados científicos para apoiar as reivindicações de cura física, deve haver algum outro poder espiritual em ação que possa prejudicar negativamente nossa alma.

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