Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Alimente o seu espírito. Receba grátis os artigos da Aleteia toda manhã.
Inscreva-se

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

3 anos da morte do exorcista Pe. Amorth: 3 anedotas e 7 afirmações contundentes

Father Gabriele Amorth
Unknown | Fair Use
Compartilhar

Entre inusitados casos divertidos da sua trajetória e poderosas declarações sobre o diabo, ele era certamente um tipo de exorcista que você não esperaria!

O pe. Gabriele Amorth, mundialmente reconhecido exorcista italiano que faleceu em 16 de setembro de 2016, começou seu ministério de exorcismo em 1985, realizando desde então dezenas de milhares de ritos desse tipo. Ele fundou a Associação Internacional de Exorcistas em 1990 e foi seu presidente até se aposentar aos 75 anos, no ano 2000.

________

3 dos seus casos engraçados favoritos

Implacável na luta contra Satanás, de olhar severo e de uma força e veemência que lhe valeram o reconhecimento como um dos maiores exorcistas do mundo, o pe. Gabriele Amorth era, ao mesmo tempo, um grande amigo do bom humor.

Ele mesmo compartilhou com a escritora Elisabetta Fezzi, autora da coletânea “Padre Amorth – A minha batalha com Deus contra Satanás”, vários episódios da sua vida que revelam um sacerdote simpático, leve e brincalhão.

1. O falso pregador

Conta o padre:

“Quando éramos universitários, ia acontecer em Assis um curso de exercícios espirituais. Um amigo, que era gordinho, chegou antes, se vestiu de padre e foi até o instituto das freiras onde nós ficaríamos alojados. Ele se apresentou como o pregador dos exercícios e foi muito bem recebido: tomou café e depois se despediu dizendo que ia dar uma voltinha pelo povoado. Algum tempo depois chegou o verdadeiro pregador, que, é claro, estava vestido como sacerdote, mas tinha um rosto bem jovem. As irmãs foram logo dizendo: ‘Olhe aqui, nós já fomos avisadas e sabemos que você é um estudante. Vá tirar essa batina’. É que o primeiro, que tinha sido bem convincente, ‘avisou’ que um dos estudantes tinha a ‘mania’ de se vestir de padre. No fim, tudo terminou em grandes risadas”.

2. O “secretário” do cardeal

O pe. Amorth gostava de observar o quanto as pessoas dão trela para títulos e cargos sem pararem para considerar as pessoas. Em um dos seus “experimentos”, ele conta que um amigo engenheiro tinha sido secretário do cardeal Lercaro no ano da consagração da Itália. “Com isso, eu tinha a minha ‘quinta coluna’ junto ao cardeal”, comenta o exorcista, prosseguindo:

“Era muito útil, porque, toda vez que eu precisava, telefonava para ele e ele logo me passava para Lercaro. Uma vez eu queria publicar um artigo no L’Osservatore Romano, mas me disseram que não. Então eu perguntei pelo diretor e quiseram saber quem eu era. Me apresentei como da secretaria do cardeal Lercaro, falaram com ele e imediatamente me confirmaram que iriam publicar o artigo o mais rápido possível. Quando eu dizia que era da secretaria de tal pessoa importante, todas as portas se abriam!”.

3. O “monsenhor Palerma”

Outro dos curiosos “experimentos” do pe. Amorth quanto às vaidades humanas foi o seguinte:

“Estava em Bolonha, tinha acabado de falar com o cardeal Lercaro e precisava voltar para Módena. Estava perto da igreja de São Pedro, ou seja, percebi que, a pé, não dava tempo de chegar à estação e pegar o trem. Então liguei para o jornal Avvenire d’Italia e falei: ‘Preciso que vocês me mandem um carro para ir até a estação, por favor. Estou aqui com o cardeal Lercaro’. Eles perguntaram: ‘Mas quem é que está falando?’. ‘Sou o monsenhor Cialtrone’. ‘Ah, monsenhor, oh, monsenhor, já estamos mandando, monsenhor!’”.

Nota da redação brasileira: em italiano, “cialtrone” quer dizer pateta, simplório, bobo, idiota… Teria sido como dizer “Sou o monsenhor Palerma”, ou algo que pudesse parecer um sobrenome embora fosse apenas um termo pejorativo. O pe. Amorth conclui o caso, com bom humor:

“As pessoas se preocupam com o título, não com o nome. Eu disse por brincadeira que era mons. Palerma, mas eles mandaram o carro imediatamente! As pessoas olham para as aparências, não para a substância! O motorista foi logo me acomodando: ‘Bem-vindo, monsenhor; sente-se, monsenhor’… O nome já tinha sumido, mas o ‘título’ permanecia”.

________

7 afirmações contundentes sobre o diabo

1. Satanás é o tentador desde o princípio dos tempos:

“Satanás é o tentador desde o princípio e é monótono – ele me confirmou isto: usa o mesmo método para tentar o homem, que é livre; usa as suas fraquezas. A ação ordinária é tentar; e a extraordinária, e muito rara, é a possessão diabólica”.

2. O diabo é uma pessoa, não uma simples representação do mal:

“Satanás quer que não falemos dele; ele se esconde. O diabo é uma pessoa. Não é só uma mera representação do mal”.

O pe. Amorth fez esta afirmação ao canal TV2000. Além disso, em seu livro O último exorcista, ele reforçou:

“Não devemos nos esquecer de que o diabo é mentiroso; por isso é necessário relativizar e, se possível, comprovar as respostas dele. É preciso comprovar tudo, especialmente um dado fundamental: a origem da vexação ou possessão, quem é o autor do malefício. É preciso comprovar porque o demônio pretende semear ódios e rancores; ele pode dizer que foi a sogra, a irmã, a prima ou a tia, e depois se descobre que não era verdade”.

3. O diabo tem medo de Nossa Senhora:

“O diabo tem medo de Nossa Senhora, porque ela é uma criatura nascida sem pecado, humilde e obediente a Deus desde sempre. Uma vez eu perguntei ao diabo: ‘Por que você se sobressalta mais quando invoco a Virgem Maria do que quando invoco Jesus?’. E a resposta dele: ‘Porque me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana do que ser derrotado por Ele [por Jesus]’”.

4. O Estado Islâmico (ISIS) é dirigido por Satanás:

“Onde há mal, pequeno ou grande, é sempre o demônio que sugere […] Sem dúvida, o ISIS, eu tenho certeza, onde há guerra e destruição está sempre o diabo rindo por trás. Deus não permitiria isso jamais, Deus só quer coisas boas. E essa gente [do Estado Islâmico] pode também disparar contra o papa sem hesitação…”.

O sacerdote fez esta afirmação a Fabio Marchese Regona, do Il giornale.it, em 27 de maio de 2015.

5. O diabo odeia a Igreja católica e adora as seitas:

No livro O último exorcista, o pe. Amorth assegura que as seitas são usadas pelo diabo para atingir os seus objetivos.

“Quando se faz um pacto com Satanás, o próprio diabo reconhece que a única religião verdadeira é a cristã católica, fiel ao papa, e, por isso, as seitas lutam contra ela. Toleram a duras penas as outras religiões cristãs, enquanto apoiam religiões falsas. As seitas costumam se esconder atrás de nomes e objetivos falsos, quase sempre como terapias alternativas à medicina tradicional”.

6. Fé, oração e jejum para combater o diabo:

Em um vídeo de 17 de abril de 2015, voltado aos exorcistas, o pe. Amorth recordou:

“Não valemos nem um centavo se não acreditamos em Jesus”.

Ele acrescentou que “a oração e a confissão” são instrumentos irrenunciáveis para um “limpo servidor de Jesus”. No mesmo vídeo, ele incentiva o jejum a fim de preparar o corpo para as privações que o diabo pode usar para nos tentar.

7. Uma resposta às ameaças do diabo:

Nosso Senhor, afirma ele, concede aos exorcistas e aos batizados “toda a graça para enfrentar e superar o diabo”. No livro Deus é mais belo que o diabo, ele atesta que cada um pode responder às ameaças do diabo:

“Estou envolto no manto de Maria. Que podes fazer contra mim? Tenho ao meu lado o arcanjo São Miguel. Tenta lutar contra ele. Tenho o meu anjo da guarda, que vela para que eu não seja tocado; tu não podes fazer nada”.

Boletim
Receba Aleteia todo dia
São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.