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E agora, Bolívia? Bispo responde sobre perspectivas pós-Evo

BOLIVIA
Golden Brown - Shutterstock
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Evo Morales renunciou de modo inesperado, neste domingo, à presidência do país andino

Em meio a protestos violentos que se prolongam há duas semanas na Bolívia em decorrência de questionamentos sobre as eleições presidenciais de 20 de outubro, marcadas por acusações de fraude contra o agora ex-presidente Evo Morales, a notícia da sua renúncia, neste domingo, pegou grande parte do mundo de surpresa.

A renúncia ocorreu no mesmo dia em que a Organização dos Estados Americanos (OEA) apresentou as conclusões de uma auditoria que apontava graves irregularidades na eleição.

Na sexta-feira anterior, 8 de novembro, policiais de cidades como Cochabamba, Sucre, Santa Cruz, Chuquisaca, Bení, Potosí, Oruro e La Paz se manifestaram contra Morales e informaram que não enfrentariam os civis nos protestos contra o presidente.

De fato, viralizou nas redes sociais um vídeo que mostra policiais agradecendo a Deus de joelhos na rua depois de confirmada a notícia da renúncia de Morales.

Palavras do bispo

O bispo dom Cristóbal Bialasik, da diocese de Oruro, conversou sobre o fato com a agência católica ACI Prensa, o braço informativo do Grupo ACI para a língua espanhola. A conversa ocorreu no próprio domingo, quando dom Bialasik retornava da mediação de um confronto entre mineiros e moradores de um povoado pertencente à diocese.

“Eles tinham armamento de guerra lá. Fomos buscar uma saída. Havia seis feridos. Estivemos tentando resolver esse problema e recebemos a notícia da renúncia de Morales quando os militares entraram na área, porque nenhum povoado ou pessoa pode ter armas desse tipo. Ouvimos a notícia da renúncia do presidente Evo Morales. Todo o povoado se reuniu para comemorar esse fato praticamente como uma vitória, porque já estávamos vivendo numa ditadura e o povo era consciente de que não queria chegar à situação da Venezuela. Neste momento há muita festa na praça principal de Oruro. Acabam de me chamar para ir lá rezar e agradecer a Deus por essa graça que Ele nos deu, a liberdade”.

E agora, o que esperar?

Basicamente, um período complexo de transição durante o qual existe um vácuo de poder na Bolívia: também renunciaram, afinal, o vice-presidente, a presidente da Câmara dos Deputados e o presidente do Senado, que formavam a linha sucessória da presidência.

Este cenário exigirá grande empenho da sociedade civil em evitar conflitos, um desafio em que a Igreja pode e deverá colaborar.

Cabe agora à Justiça Eleitoral convocar e organizar novas eleições, mas este processo, previso constitucionalmente, deverá levar 90 dias. Mesmo esta situação é complexa, porque a própria justiça eleitoral foi acusada de participação nas fraudes de que Evo Morales tinha sido acusado.

Dom Bialasik espera que os novos líderes a serem eleitos tragam à Bolívia mais esperança, de modo que possam ser respeitadas “a vida e a dignidade das pessoas, de todos os bolivianos e bolivianas“.

São bem-vindas as orações de todos nós pelos nossos irmãos da Bolívia.

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A partir de matéria da ACI Digital

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