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Estado Islâmico mata padre e seu pai em emboscada: é a volta do pesadelo jihadista?

SyriacMilitaryMFS (Twitter) / Reprodução
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Oficialmente derrotado, o sanguinário bando terrorista é hoje uma fração do que já foi, mas ainda mantém células ativas em algumas regiões do planeta

O jornal italiano Avvenire noticiou que, nesta última segunda-feira, 11 de novembro, um sacerdote católico de tradição armênia foi assassinado junto com seu pai na região norte da Síria, perto da fronteira com a Turquia.

O que já é trágico em si mesmo ganha matizes ainda mais sombrios quando se sabe que o covarde assassinato foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico, oficialmente derrotado.

Os fanáticos terroristas ainda mantêm células ativas em várias regiões do Oriente Médio, do Norte e Leste da África e da Ásia Central, apesar de terem perdido a quase totalidade dos territórios que haviam conquistado no Iraque e na Síria entre 2013 e 2015, período em que atingiram o seu auge expansionista. O sanguinário bando jihadista, que tinha começado a se formar ainda em 2003, foi sendo derrocado gradualmente a partir de 2016 pela ação de alianças militares internacionais, uma parte liderada pelos EUA e outra pela Rússia. Embora tenha sido oficialmente declarado derrotado neste ano, o Estado Islâmico reivindicou os brutais atentados contra igrejas católicas do Sri Lanka na última Páscoa. O covarde assassinato do pe. Hovsep Petoyan e do seu pai, Abraham, nesta semana, é uma nova evidência de que o grupo está insistindo em tentar reestruturar-se.

A emboscada que o sacerdote e seu pai sofreram foi perpetrada pelos terroristas numa estrada entre as cidades de Hasakeh e Deir ez-Zora, no distrito sírio de Busayra. Eles viajavam de carro, acompanhados pelo diácono Fati Sano, para inspecionar a restauração de uma igreja católica armênia em Deir ez-Zora. Abraham foi morto no local, quando os terroristas abriram fogo contra o veículo. O pe. Hoysep morreu depois, em decorrência dos ferimentos, enquanto o diácono Fati sobreviveu, apesar de também ter sido alvejado.

Em ataque paralelo, ao menos três civis foram atingidos pela explosão simultânea de três bombas num mercado da mesma região. Os três morreram.

É verdade que o Estado Islâmico foi reduzido a uma fração do que já chegou a ser, mas declará-lo totalmente derrotado é temerário. Seus atentados atualmente são pontuais e de muito menor escala, mas ainda requerem intensa vigilância para evitar que o grupo avance na tentativa de se recompor.

Leia também: O jihadista não conseguiu me degolar: “Quem é você? Eu não consigo mexer o facão!”

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