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Brasil: polícia escolta carro para família chegar a tempo de salvar bebê de 2 anos

Heitor Stevanatto Lima
Arquivo Pessoal - Família Stevanatto Lima (via Facebook)
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Os pais tinham só 2h30 para subir do litoral a São Paulo, chegar ao hospital e autorizar o transplante – e o trânsito estava terrível na volta do ano novo

Heitor Stevanatto Lima tem 2 anos de idade e nasceu com atresia tricúspide, má formação que prejudica a circulação do sangue no seu coração e que já lhe exigiu vários procedimentos cirúrgicos. No dia 2 de janeiro deste ano, uma equipe policial patrulhava a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, no litoral paulista, quando os pais de Heitor pararam o carro no acostamento, se dirigiram aos prantos à viatura e suplicaram ajuda. Pai de Heitor, o massoterapeuta Renato Lima, de 45 anos, estava com muito medo de não chegar a tempo até o Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, onde o filhinho já estava internado. O trânsito, em plena volta do feriado de ano novo, estava congestionado e muito lento. A família estava em Guarujá quando recebeu a repentina notícia de que tinham um prazo de 2 horas e 30 minutos para chegar ao hospital, na capital do Estado, e autorizar presencialmente o transplante de coração para o pequeno.

Heitor já estava na fila do transplante fazia dois meses e meio. Depois de passar muito tempo no hospital com o filho, os pais foram convencidos pela família a tirarem três dias de descanso no litoral, onde passaram os dias 31 de dezembro e 1º e 2 de janeiro, enquanto um tio do bebê o acompanhava no Incor.

O menino já tinha passado por quatro cirurgias de peito aberto quando surgiu a oportunidade do transplante. No dia 2, a equipe médica informou aos pais, em caráter de emergência, que o tempo máximo que o coração a ser transplantado poderia esperar antes do procedimento era de 2 horas e 30 minutos – por isso a urgência de irem imediatamente ao hospital para autorizar o procedimento.

A ótima notícia se transformou imediatamente em quase desespero: o trânsito estava terrível para subir e o receio de não chegar a tempo se transformou em pavor.

Foi então que a família contou com todo o apoio da Polícia Militar.

O vídeo da escolta policial só foi divulgado na página oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo neste domingo, 2 de fevereiro, exatamente um mês depois de que o cabo Ferreti e os soldados Renno Cesar, Diemes e Mathias foram abrindo caminho rodovia acima para que os pais de Heitor conseguissem chegar a tempo no hospital paulistano. Os policiais escoltaram o carro durante todo o trajeto pelas rodovias Padre Manoel da Nóbrega e Imigrantes.

Eles ainda orientaram Renato a entrar em contato com eles imediatamente caso o trânsito dentro da cidade de São Paulo voltasse a ficar lento, pois acionariam outra equipe para uma nova escolta.

O soldado Renno Cesar comenta:

“O sentimento é imensurável. Só quem tem um filho sabe. Ajudar essa família deu aquele sentimento de dever cumprido e é isso que nos dá força para cada dia continuar nos dedicando ao nosso trabalho”.

Renato, o pai de Heitor, testemunha:

“Se não fosse a Polícia Militar, não tínhamos chegado em tempo recorde. Eles permitiram que tudo fosse possível. Foi uma emoção muito forte ter esse apoio. O momento foi algo cinematográfico. Não há como descrever. Deu tudo certo e agora o Heitor tem um mês e dois dias de transplantado, estando cada dia melhor e com previsão de estar em casa em até um mês. É uma felicidade indescritível”.

Infinitas graças a Deus! Que Ele abençoe abundantemente o bravo Heitor, sua família, os policiais e todos aqueles que enfrentam desafios semelhantes na luta pela vida.

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Com informações do portal G1 e da página do soldado Renno Cesar no Facebook

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