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Afinal, católico pode ou não pode participar do carnaval?

CARNIVAL
Shutterstock | Albert Pego
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A resposta começa com algumas perguntas bem objetivas

A agência católica ACI Digital publicou matéria baseada nos comentários de André Parreira, do Instituto Nacional da Pastoral Familiar e da Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), sobre até que ponto um católico pode participar das festas ligadas ao carnaval.

Segundo o escritor:

“A resposta pode começar com outra pergunta: alguém poderia dizer que os blocos, desfiles e bailes de Carnaval não são ambientes propícios ao pecado, com tanto álcool, nudez e erotização? As modas das mini-roupas (as bermudinhas viraram o traje oficial!) e fantasias minúsculas ou de caráter sexual refletem o pudor daqueles que tem consciência de que são templo do Espírito Santo? Até mesmo as marchinhas já são um risco, pois, embora muitas sejam interessantes e divertidas, boa quantidade delas carrega grande erotização”.

O próprio Parreira conta que já participou do carnaval, mas deixou até mesmo de acompanhá-lo pela televisão:

“Esta (anti)cultura não será transmitida por minha esposa e por mim aos nossos filhos. Aqui em casa não entram nem as músicas de carnaval. Não é questão de gostar ou não, nem mesmo se trata de alienação, mas é questão de acertar a nossa caminhada para os caminhos que se afeiçoam mais com o Senhor. Sei que vou desagradar a muita gente católica que tem paixão pelo carnaval, espera ansiosamente pela data e dispara contra qualquer um que queira levantar a questão”.

Ele cita então a perspectiva de alguns santos:

  • Santo Afonso Maria de Ligório: “diz que a fuga das ocasiões de pecado é grande dever em nosso caminho de crescimento espiritual”;
  • Santa Faustina: “relata o sofrimento do coração de Jesus nos dias de carnaval”;
  • São João Maria Vianney: “dizia que o anjo da guarda ficava do lado de fora dos salões de baile e que algumas danças são a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno”;
  • São Carlos Borromeu: “jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo”.

Parreira evoca ainda uma reflexão de dom Henrique Soares, bispo de Palmares, PE:

“Devemos, então, rejeitar em bloco o carnaval atual? A resposta pronta não existe! Se um cristão julga poder brincar o carnavalzão do mundo sem cometer excessos, sem dar azo à imoralidade, sem a dispersão interior violenta que nos tira da presença de Deus e da realidade, então brinque em paz! Eu duvido muito que isto seja possível, mas é preciso respeitar a consciência de cada um! Que os cristãos deem preferência a brincar o carnaval em grupos de cristãos, de modo puro, sereno, inocente, fraterno, com toda alegria que nasce de um coração que sabe o sentido verdadeiro da existência”.

Para encerrar, André Parreira considera que a resposta de cada católico sobre participar ou não do carnaval é individual:

“A liberdade é um presente que Deus nunca vai nos tirar”.

E a liberdade consiste justamente em escolher, à luz da própria consciência.

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