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Médica do 1º paciente morto pela Covid-19 no Brasil: “Fiquem em casa!”

KORONAWIRUS
SamaraHeisz5 | Shutterstock
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A infectologista Carla Guerra acompanhou o caso do primeiro brasileiro que, oficialmente, teve a sua morte atribuída à Covid-19

A infectologista Carla Guerra acompanhou o caso do primeiro brasileiro que, oficialmente, teve a sua morte atribuída à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O paciente, de 62 anos e com identidade preservada, morava na cidade de São Paulo, tinha diabetes e hipertensão e começou em 10 de março a apresentar sintomas da doença como febre alta, tosse e problemas respiratórios. Procurou atendimento médico e, após uma piora dos sintomas, morreu nesta segunda-feira, 16.

Ele não tinha viajado ao exterior recentemente nem teve contato com outro paciente doente. Seu caso, portanto, foi considerado transmissão comunitária, situação na qual não se consegue mais apontar a origem do vírus que o contagiou. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sancta Maggiore, no bairro paulistano do Paraíso, unidade em que ocorreram outras quatro mortes de idosos que estão sendo investigadas como possivelmente causadas pelo coronavírus, conforme a Secretaria de Saúde de São Paulo. No próprio caso do homem cuja morte foi oficialmente atribuída ao vírus, a confirmação dos testes só foi feita após o falecimento.

As doenças preexistentes agravaram o estado do paciente. Seus parentes não apresentaram até o momento os sintomas do novo coronavírus, mas estão sendo monitorados. A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo orientou que o velório ficasse restrito a poucas pessoas mais próximas e que o enterro acontecesse com caixão lacrado.

“Fiquem em casa”

Em entrevista à BBC News Brasil nesta terça-feira, 17, a doutora Carla Guerra declarou:

“Estamos muito preocupados. Reforcem as medidas de proteção e se cuidem. Apesar de não termos o resultado antes, considerávamos o caso desse primeiro paciente suspeito para o novo coronavírus desde que ele deu entrada no hospital. A única forma de se prevenir dessa epidemia é que todo mundo fique em casa. É importante permanecer em casa, sem nenhum encontro social. Peçam para as empresas fazerem home office. Poupem os idosos de exposições”.

Evitar aglomerações e recorrer ao distanciamento social tem sido uma das mais importantes diretrizes para se tentar reduzir a disseminação do coronavírus, juntamente com hábitos de higiene como lavar as mãos com água e sabão recorrentemente, evitar levar as mãos à boca, nariz e olhos, não tocar nas pessoas e, ao tossir, fazê-lo contra a parte interna do braço.

A doutora Carla Guerra reforça:

“É preciso reforçar as medidas de proteção pessoal neste momento. Se todo mundo ficar doente ao mesmo tempo, não teremos serviço de saúde para atender a demanda”.

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