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Companheirismo é o segredo para boa convivência na quarentena

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Ao dividir as tarefas relacionamentos se fortalecem e ninguém fica sobrecarregado 

Além da Covid-19, a pandemia nos colocou diante de um novo desafio: o distanciamento social. Essa não é uma situação que deva ser encarada com romantismo, pois representa uma grande mudança no modo como vínhamos vivendo, e ajustes precisam ser feitos. Para quem mora sozinho, o desafio é a solidão extrema. Já para quem vive em família ou entre amigos, uma convivência tão intensa pode ser complexa.

Segundo o jornal The Global Times, registros de pedidos de divórcio na China, onde o vírus surgiu em dezembro de 2019, bateram recorde em março, mês seguinte após a quarentena ter sido instituída no país. Em abril, os cartórios na cidade de Xi’am se viram sem horário para atender clientes com esse propósito. Especialistas atribuem esse fenômeno a uma série de fatores.    

Sem contar as variações de humor, às quais somos todos suscetíveis e que agora pedem atenção redobrada, a divisão de tarefas no lar se torna uma questão de suma importância. Afinal, ninguém gosta de se sentir sobrecarregado, ainda mais em uma época em que a tendência é ficar com os nervos à flor da pele, em muitos casos tendo a própria casa como local de trabalho. E ter tempo para fazer as coisas de que gostamos favorece a tranquilidade.

Por isso é importante ter muito cuidado para não gerar aquelas pequenas rusgas do dia a dia que pouco a pouco vão se somando e, por fim, tendem a entrar em ebulição. A principal meta de todos no lar deve ser não deixar chegar nesse ponto, não deixar estourar. É imprescindível enxergar o outro, tentar se colocar no lugar dele, e assim criar uma divisão de tarefas que seja justa para todos – com desconto para crianças e idosos, obviamente. 

Peguemos um casal com filhos como exemplo. Se a esposa cozinhou, cabe ao marido colocar a mesa e depois lavar a louça ou vice-versa. Se um fez faxina na casa, o outro lava o quintal; se um lavou a roupa, o outro passa e assim por diante. 

Com crianças, o desafio de não sobrecarregar um dos cônjuges se torna ainda maior. A divisão deve levar em conta desde os cuidados básicos, como alimentação e higienização, às atividades escolares.

Com a pandemia, 47,8 milhões de crianças deixaram de frequentar a escola. E, em grande parte das instituições, a sala de aula foi transferida para plataformas digitais. Tratando-se de crianças, o ideal é que um dos pais acompanhe a navegação e garanta que o filho está extraindo o máximo do conteúdo proposto.

Para equilibrar as atividades escolares com a rotina doméstica e a carga horária de home-office dos pais, o ideal é que se estabeleça um cronograma, organizando horários de estudo, entregas de trabalhos e avaliações. Por isso é importante que ambos os membros se envolvam na missão tutoriar seus filhos.

Também é importante manter os canais de comunicação abertos, todos devem ter liberdade para dizerem quando se sentirem incomodados. E, principalmente, deve-se alertar para um problema no momento em que ele ocorre, e não deixar acumular até que um inevitável estouro crie distanciamento entre os membros de um lar. 

Se a divisão de tarefas for justa, cria-se uma relação de companheirismo e cumplicidade, o que fortalece o vínculo de qualquer família. Pois todos passam a se sentir parte de uma engrenagem que tem uma finalidade comum: a felicidade de todos. E, assim, sua família sairá dessa crise mais unida do que nunca.

 

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