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“Quem não quer trabalhar que também não coma”

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Trabalho não é castigo, mas dom de Deus. No entanto, não falta quem prefira pegar “atalhos” que muitas vezes terminam muito mal.

O Apóstolo São Paulo foi enfático ao declarar:

“Quem não quer trabalhar também não coma. Ora, temos ouvido falar que, entre vós, há alguns vivendo desordenadamente, sem fazer nada, mas intrometendo-se em tudo. A essas pessoas ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo que trabalhem tranquilamente e, assim, comam o seu próprio pão” (2 Ts 3, 10-12).

De fato, o trabalho não é castigo, mas dom de Deus. Mediante o trabalho, Ele nos convida a participar da Sua obra como seus cuidadores:

“O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden, para o cultivar e guardar” (Gn 2, 15).

O trabalho, portanto, existe desde antes do pecado. Foi somente após a desobediência de Adão e Eva que o trabalho passou a ter um peso penitencial e a exigir esforços às vezes dolorosos:

“Comerás o pão com o suor do teu rosto” (Gn 3,19).

O próprio Jesus afirmou:

“Meu Pai trabalha sempre, e eu também trabalho” (Jo 5, 17).

A primeira tentação sofrida por Ele, diga-se de passagem, teve relação precisamente com uma visão distorcida do trabalho. Disse-Lhe o tentador:

“Manda que estas pedras se transformem em pães!” (Mt 4, 3).

Era a tentação de ganhar o pão sem trabalhar!

A terceira tentação teve premissa semelhante:

“Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4, 8-9).

De novo, a tentação de conseguir riquezas de modo fácil, sacrificando a própria dignidade de Filho de Deus e cedendo ao pai da mentira e da condenação.

Uma das maiores e mais comuns tentações de todos os tempos continua sendo a de obter vantagens sem merecê-las mediante um trabalho digno. Trata-se da corrupção, mas não somente: também é tentador enveredar-se por supostos “atalhos” como a jogatina, a especulação, a exploração do outro, o roubo e até a violência; tudo isso, no fim das contas, é a tentação de ganhar sem trabalhar. Não devemos esquecer, tampouco, a prevaricação de quem não trabalha e, cinicamente, diz esperar que “Deus proverá”.

“A raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da Fé e se enredaram em muitas aflições” (São Paulo, 1Tm 6,10).

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