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Bispo médico fala da gravidez de menina violentada dos 6 aos 10 anos

Dom Antônio Augusto Dias Duarte

Dom Antônio Augusto Dias Duarte / Arquidiocese do Rio de Janeiro (CC)

Reportagem local - publicado em 17/08/20

"Protejam essa menina. Ela já sofreu muito. Todas as vidas importam; contudo, importam muito mais as vidas das crianças: a da mãe, de 10 anos, e a do bebê, já com 5 meses e meio de vida"

Dom Antônio Augusto, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, publicou a sua posição quanto ao doloroso e chocante caso da menina brasileira de 10 anos que engravidou em decorrência de violência sexual. Ela acusou o próprio tio de tê-la violentado desde que tinha 6 anos.

O bispo, que também é médico formado pela USP, questionou o aguerrido engajamento de movimentos pró-aborto para desestimar os movimentos pró-vida como se a defesa da vida da menina e do bebê fosse um ato de “insensibilidade” ao trauma do estupro. Dom Antônio definiu a pressão pró-aborto como “ditadura da ideologia da morte”.

Ele observou que os médicos de Vitória, capital do Espírito Santo, respeitaram “a sua profissão toda ela voltada para a defesa da vida e alívio do sofrimento”, recusando-se a realizar o aborto. A menina-mãe foi então levada para Recife, onde o aborto foi realizado na manhã desta segunda, 17.

Dom Antônio Augusto, cuja mensagem foi divulgada neste domingo, 16, no contexto da solenidade da Assunção de Nossa Senhora, lamentou a violência contra as duas crianças e o silêncio dos poderes executivo, legislativo e judiciário no tocante à defesa de ambas as vidas. O bispo foi além: questionou até mesmo a omissão de membros da Igreja:

“Onde estão os bispos que dizem que querem o povo protegido? Onde estão os padres que tanto falam dos direitos humanos e das legítimas exigências do bem comum? Protejam essa menina. Ela já sofreu muito. Cuidem dela, pois, embora seja uma gravidez de risco, não significa que é uma gravidez de risco de morte. É uma gravidez que nos leva a arriscar-nos no amor e na justiça para proteger as duas vidas. Todas as vidas importam; contudo, importam muito mais as vidas das crianças. Nesse caso, a da mãe, de 10 anos de idade, e a do bebê, o seu filho já com 5 meses e meio de vida”.
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Parcialidade na argumentação sobre trauma

O caso foi tratado pela mídia com viés ideológico pró-aborto, enfatizando-se que a menina tinha engravidado em decorrência de violência sexual e que o aborto seria uma espécie de “tratamento” do trauma do estupro.

Esta alegação não tem embasamento científico nem moral. O aborto não apenas não “apaga” o hediondo fato do estupro, como ainda pode acrescentar-lhe o trauma adicional do próprio aborto.

Há casos, aliás, em que a violência sexual sofrida por mulheres que engravidaram do agressor pôde ser suavizada e superada justamente por causa do acolhimento da vida inocente gerada nessa agressão.

Confira três testemunhos a esse respeito – inclusive o da mãe mais jovem já registrada na história, a peruana Lina Medina, também vitimada por um criminoso sexual quando tinha meros 5 anos de idade:




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