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Universidade católica francesa quer demolir capela do século XIX: cidadãos reagem

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Universidade Católica de Lille

Crédito: CC BY-SA 3.0 I Peter Potrowl - Own work

Universidade Católica de Lille, França

Cidadãos: "Precisa-se de parlamentar corajoso para defender nosso patrimônio histórico, destruído pouco a pouco"

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Cidadãos: “Precisa-se de parlamentar corajoso para defender nosso patrimônio histórico, destruído pouco a pouco”Universidade católica francesa quer demolir capela do século XIX. Trata-se da Capela de São José, pertencente à Universidade Católica de Lille, no norte da França. A universidade alega que a capela está abandonada há cerca de 20 anos: de fato, a última Santa Missa foi celebrada ali em 2002.

No entanto, o abandono da capela, em si mesmo, não seria justificativa para derrubá-la, pois ela poderia ser restaurada. O problema é que o Ministério da Cultura do país rejeitou a classificação da capela como patrimônio histórico francês. Diante disso, a universidade resolver usar o terreno para construir um novo prédio da faculdade de Engenharia:

“Precisamos criar este campus para continuar a ser uma escola de engenheiros de padrão europeu”.

Universidade católica francesa quer demolir capela do século XIX: cidadãos reagem

Por sua vez, a associação Urgences Patrimoine (Emergências do Patrimônio) realizou diversas tentativas de impedir a demolição, alegando, justamente, que se trata, sim, de patrimônio histórico. A presidente da entidade, Alexandra Sobczak, resolveu agora lançar um apelo irônico para chamar as atenções da população francesa e ampliar o debate sobre a preservação da capela e de outros edifícios de valor cultural. Ela publicou o seguinte anúncio no Le Bon Coin, um dos maiores sites de classificados da França:

“Precisa-se urgentemente de parlamentar corajoso para defender patrimônio. Nosso patrimônio histórico está sendo destruído pouco a pouco, com a conivência das nossas instituições. A Urgences Patrimoine pede que parlamentares corajosos e responsáveis façam ouvir a voz dos cidadãos que se recusam a testemunhar a nossa história coletiva sendo transformada em estacionamentos”.