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Aborto é homicídio, reafirma o Papa Francisco com toda a clareza

Papa Francisco

Photo by VLADIMIR SIMICEK / AFP)

Reportagem local - publicado em 15/09/21

"O aborto é um homicídio. Sem meias palavras: quem faz um aborto, mata".

Aborto é homicídio, reafirmou com toda a clareza o Papa Francisco durante a entrevista que concedeu a bordo do avião que que o levava de volta da Eslováquia para Roma. O Papa enfatizou a doutrina imutável da Igreja Católica a respeito da sacralidade da vida humana desde a concepção até a morte natural:

“O aborto é um homicídio. Sem meias palavras: quem faz um aborto, mata”.

Francisco respondeu à pergunta formulada por Gerard O’Connell, correspondente da America Magazine, revista editada pelos jesuítas nos Estados Unidos, sobre a negação de acesso à Santa Comunhão para os políticos católicos que publicamente defendem o aborto, como é o caso notório do atual presidente norte-americano, Joe Biden. A questão é candente entre os bispos do país.

Aborto é homicídio

O Papa contextualizou a questão a partir do óbvio confirmado pela biologia elementar:

“Peguem qualquer livro de embriologia, desses que os alunos estudam nas faculdades de medicina. Na terceira semana depois da concepção, muitas vezes até antes que a mãe se dê conta, todos os órgãos já estão ali. Todos. O DNA também. É uma pessoa, é uma vida humana. Ponto. Essa vida humana deve ser respeitada. Este princípio é claro desse jeito”.

A respeito dessa mesma vida humana, Francisco perguntou:

“É justo eliminá-la para resolver um problema? É por isso que a Igreja é tão dura nesta discussão, porque [do contrário] seria como se aceitasse um homicídio cotidiano”.

Acesso à Comunhão

A propósito do acesso à Santíssima Eucaristia, Francisco explicou:

“A comunhão é unir-se à comunidade. Mas o problema não é um problema teológico, porque essa parte é simples. O problema é um problema pastoral: como nós, bispos, gerimos pastoralmente esse princípio”.

Ele então citou Santa Joana D’Arc, queimada viva sob acusação falsa de bruxaria, e Girolamo Savonarola, assassinado em Florença no século XV. E perguntou:

“O que deve fazer um pastor? Ser pastor. Não sair condenando. E ele é pastor também dos excomungados? Sim, ele é o pastor”.

O Papa reforçou, em suma, que essa grave problemática precisa ser tratada com objetividade, já que se trata de assassinato, mas também com misericórdia:

“Compaixão: o Senhor tem compaixão de nós. Leiamos Ezequiel, leiamos Oseias, já no início. E ternura. Basta olhar o Evangelho e as coisas de Jesus”.

O repórter perguntou então se o Papa já chegou a negar alguma vez a Eucaristia. Francisco respondeu:

“Nunca neguei a Eucaristia a ninguém. Mas nunca estive consciente de ter diante de mim uma pessoa como o senhor descreve. Isso é verdade”.

E completou:

“A comunhão não é um prêmio para os perfeitos. A comunhão é um dom, um presente, a presença de Jesus na sua Igreja, na comunidade. Essa é a teologia”.

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