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Advogada que ajudou a legalizar o aborto nos EUA morre aos 76 anos

Bispos dos EUA a Biden: defender santidade da vida

JIM WATSON / AFP

Francisco Vêneto - publicado em 30/12/21 - atualizado em 30/12/21

Sarah Weddington induziu uma jovem grávida a forjar um estupro e a mentir para a Suprema Corte a fim de obter o "direito" ao aborto

Morreu em 26 de dezembro, aos 76 anos, a advogada Sarah Weddington, que ajudou a legalizar o aborto nos Estados Unidos em 1973. Naquele ano, em 22 de janeiro, a Suprema Corte norte-americana emitiu a sentença do caso Roe versus Wade, o que levou à legalização do aborto em todo o território do país.

O caso em questão se baseava numa despudorada mentira: a jovem Norma McCorvey, que usava o pseudônimo “Jane Roe”, recorreu à Suprema Corte no início da década de 1970 mentindo ter sido estuprada por um grupo de marginais e alegando ter engravidado em decorrência dessa violência. Com base nesta farsa, ela requeria o “direito” ao aborto da filha.

A mentira foi incentivada pelas advogadas Sarah Weddington e Linda Coffee, ambas recém-formadas em Direito pela Universidade do Texas. Elas induziram Norma a procurar o aborto em vez de entregar sua bebê para ser adotada. Entretanto, a bebê nasceu enquanto o caso era julgado e acabou sendo entregue para adoção. Em 1987, Norma McCorvey confessou a mentira, admitiu que não tinha sido estuprada e afirmou que não apenas conhecia o pai de sua filha, como também o amava. Na década de 1990, ela se converteu ao catolicismo e se tornou ativista pró-vida. Norma McCorvey faleceu em 2017.

Sarah Weddington, por sua vez, morreu deixando um rastro de 60 milhões de bebês exterminados nos Estados Unidos em pleno útero materno, graças à mentira que impulsionou há quase 50 anos para legalizar o aborto no país.

Significativamente, ela morreu entre o Natal, solenidade do nascimento de Jesus, e a memória dos Santos Inocentes, os bebês assassinados por ordem do rei Herodes e que são recordados pela Igreja em 28 de dezembro.

As causas da morte da advogada que exerceu a profissão de maneira fraudulenta para legalizar o aborto nos Estados Unidos não foram divulgadas.

O pe. Frank Pavone, da organização pró-vida Priests for Life, declarou que Sarah Weddington “será sempre uma lembrança do maior erro já cometido pelo Supremo Tribunal” dos Estados Unidos. Ele acrescentou que a advogada “não foi uma heroína para as mulheres nem para a liberdade, porque elas sofreram grandes danos com o aborto legal”. O sacerdote fez votos de que a morte de Sarah Weddington “seja uma lembrança de que a sentença Roe versus Wade é uma decisão cujo tempo já passou e que também deve ser deixada de lado”.

De fato, o país está finalmente passando por um momento de revisão da sentença que decretou a inexistente “liberdade” de exterminar bebês em gestação:

Orações por Sarah Weddington

Outra ativista pró-vida que se manifestou a respeito da morte de Sarah Weddington foi Abby Johnson, que, antes de defender os direitos do nascituro, chegou a ser diretora regional do conglomerado multinacional de clínicas de aborto Planned Parenthood. Ela testemunhou: “Conheci Sarah e, durante muitos anos, tive muita consideração por ela. Convivi com ela e a respeitava. Depois, passei a vê-la como mestra da manipulação. Só posso rezar para que ela tenha buscado o Senhor antes de morrer”.

Embora Sarah Weddington tenha sido determinante para legalizar o aborto nos Estados Unidos e, por consequência, influenciar esse tipo de legislação em dezenas de outros países, a mensagem de Abby Johnson precisa ser enfatizada: como católicos, devemos rezar pela alma de Sarah e esperar que, no íntimo da sua consciência, ela tenha se arrependido e buscado a reconciliação com o Deus da vida.

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AbortoIdeologiaJustiçamentira
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