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Papa Francisco: o doente é mais importante que a doença

Papa Francisco e os idosos

VATICAN MEDIA / AFP

Reportagem local - publicado em 07/01/22

Os 5 pontos-chave da mensagem do Papa Francisco para o XXX Dia Mundial dos Enfermos

O doente é mais importante que a doença, recorda o Papa Francisco em sua mensagem por ocasião do XXX Dia Mundial dos Enfermos, que será celebrado em 11 de fevereiro.

O tema da mensagem deste ano é “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso”. O subtítulo propõe: “Colocar-se ao lado de quem sofre num caminho de caridade”.

Francisco enfatiza que o doente é mais importante que a doença no sentido de que nenhuma abordagem terapêutica pode “prescindir da escuta do paciente, da sua história, das suas ansiedades, dos seus medos”.

A mensagem destaca cinco pontos-chave:

1 – Misericordiosos como o Pai: “A misericórdia é, por excelência, o nome de Deus, que expressa a sua natureza não como um sentimento ocasional, mas como força presente em tudo o que Ele faz (…) Ele cuida de nós com a força de um pai e com a ternura de uma mãe, sempre desejoso de nos dar vida nova no Espírito Santo”.

2 – Jesus é a “suprema testemunha do amor misericordioso do Pai para com os enfermos”, indo ao encontro dos doentes em incontáveis ocasiões. O Papa observa que a atenção de Jesus aos doentes é tão importante que faz parte da missão dos seus apóstolos: “anunciar o Evangelho e curar os enfermos”.

3 – Os profissionais da saúde não têm apenas uma “profissão”, mas uma “missão”: eles “tocam a carne sofredora de Cristo e isso pode ser um sinal das mãos misericordiosas do Pai”. A ciência terapêutica nunca deverá permitir que os profissionais da saúde esqueçam “a singularidade de cada doente, com a sua dignidade e as suas fragilidades”. Foi neste contexto que Francisco afirmou que “o doente é sempre mais importante que a sua doença” e, portanto, “nenhuma abordagem terapêutica pode prescindir da escuta do paciente, da sua história, das suas ansiedades, dos seus medos”.

4 – O propósito dos “lugares de tratamento”: muitos missionários construíram hospitais, dispensários e locais de tratamento, através das quais “se concretizou a caridade cristã e se tornou mais credível o amor de Cristo testemunhado pelos seus discípulos”, disse Francisco. Ele recordou a “escassa disponibilidade” desses lugares e recursos nos países mais pobres e reafirmou a importância das instituições sanitárias católicas: “são um tesouro precioso que deve ser preservado e sustentado; a sua presença caracterizou a história da Igreja pela sua proximidade aos doentes mais pobres e às situações mais esquecidas. Numa época em que se difundiu a cultura do descarte e nem sempre se reconhece a vida como digna de ser acolhida e vivida, estas estruturas, como casas da misericórdia, podem ser exemplares na salvaguarda e no cuidado de cada existência, mesmo a mais frágil, desde o próprio início até o seu término natural”.

5 – A importância dos cuidados espirituais: “Não podemos eximir-nos de oferecer [aos doentes] a proximidade de Deus, a sua bênção, a sua Palavra, a celebração dos Sacramentos e a proposta de um caminho de crescimento e amadurecimento na fé”. O cuidado pastoral dos doentes, além do mais, não compete “apenas a alguns ministros”, disse o Papa: “visitar os enfermos é um convite feito por Cristo a todos os seus discípulos”. De fato, “o ministério da consolação é tarefa de todo batizado, recordando-se das palavras de Jesus: ‘Estive doente e viestes me visitar’ (Mt 25, 36)”.

Tags:
DoençaMisericórdiaPapa FranciscoSaúde
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