Mosteiro paulino em Mariupol foi transformado pelos invasores em sede administrativa da não reconhecida República Popular de Donetsk
Os invasores russos confiscaram um mosteiro católico na Ucrânia para usá-lo como sede de governo da não reconhecida República Popular de Donetsk. Trata-se do mosteiro da Ordem de São Paulo, cujos padres são popularmente conhecidos como paulinos. Eles viviam no local havia 20 anos.
A nova administração da região invadida foi implantada ainda no final de março, mas somente agora tornou-se público o confisco do mosteiro católico e seu uso indevido como sede administrativa.
A informação foi confirmada pelo padre paulino Paweł Tomaszewski, pároco de Nossa Senhora de Czestochowa em Mariupol. No começo de março, ele foi obrigado a fugir da cidade, já sitiada pelos russos, e transferir-se para Kamianets-Podilskyi, onde se abrigou no mosteiro da paróquia de São Nicolau. Na semana passada, ele comunicou via rede social:
O sacerdote também relatou à agência de notícias SIR, do episcopado italiano, que o mosteiro na Ucrânia havia sido saqueado no dia 17 de março, quando os invasores "levaram tudo o que havia: os cálices para o serviço divino e tudo de valor". E acrescentou: "Tiraram a igreja de nós. Fizeram de tudo para nos expulsar. E agora a desonraram. É muito, muito difícil de aceitar".
Os invasores russos atacaram e depredaram dezenas de edifícios religiosos, entre igrejas, santuários, conventos e seminários. Confira o caso vergonhoso do ataque ao seminário de Vorzel:












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