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Afinal, a visita do Papa a L’Aquila foi um sinal da sua renúncia?

4 min de leitura
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Crédito: Shutterstock/pio3

O Papa Francisco visitou L'Aquila, uma cidade de 70.000 habitantes devastada por um terremoto que matou mais de 300 pessoas em 2009, no domingo 28 de Agosto. Para além de prestar homenagem às vítimas da catástrofe, o Papa abriu a Porta Santa do Perdão Celestino, instituído no início do seu pontificado pelo Papa Celestino V, que renunciou ao seu cargo após cinco meses de reinado em 1294

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O Papa da "grande recusa": é assim que a história descreve São Celestino V, um papa eremita que reinou apenas durante alguns meses, de Julho a Dezembro de 1294, antes de abdicar do seu cargo aos 85 anos de idade, uma longevidade raramente alcançada na altura.

Canonizado menos de vinte anos depois, este monge beneditino é objeto de grande veneração em Abruzzo (Itália), mas foi um pouco esquecido a nível da Igreja universal, até o gesto profético de Bento XVI, que em 2009 colocou o seu pálio no santuário de Celestino V. Quatro anos mais tarde, este gesto foi entendido como um anúncio da sua própria renúncia.