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Padre alerta: muitos esqueceram o céu

Homem de braços abertos ao céu

Nghia Le/Unsplash | CC0

Reportagem local - publicado em 02/02/23

"Precisamos voltar a alimentar a alma das pessoas com o desejo do Céu"

Muita gente se esqueceu do céu e vive como se tivesse a certeza de que não haverá mais nada após o fim desta vida mortal, alertou via rede social o pe. Wellington José de Castro.

No texto que compartilhou, o sacerdote brasileiro observa, inicialmente, que “já não se fala da realidade do Céu como encontro com Deus, como salvação, como nossa casa eterna”. Em vez disso, “muitos não desejam o Céu”, diz ele – mas não é porque não o almejem pura e simplesmente, e sim “porque virou uma instância esquecida”. Ele alerta:

“Esqueceram o Céu, esqueceram o juízo, esqueceram a redenção”.

Para essas pessoas, “o que importa é aqui, é ser feliz neste mundo, é dialogar sobre o aqui-e-agora, é afrontar as mazelas palpáveis, as questões sócio-político-econômicas, que não deixam de ter sua importância, mas que muitas vezes são alçadas à qualidade de dogmas”.

Essas mesmas pessoas, prossegue o padre, parecem considerar que o importante é “cuidar somente da saúde do corpo, da boa alimentação”, assim como questões ecológicas que certamente “não podem ser descuidadas” – mas não são o todo.

O pe. Wellington questiona:

“E o eterno? E o transcendente? E os meios para viver a vida em Deus? E o Céu? E a possibilidade do inferno, da perdição? E a salvação da alma? E Deus? Vivemos com receio de ofender as pessoas, mas não temos a mesma preocupação em ofender ao Senhor”.

Diante disso, ele convida:

“Precisamos voltar a alimentar a alma das pessoas com o desejo do Céu! Urge, sim, uma conversão, que não pode ser só um slogan durante a Quaresma, mas que precisa ser uma luta contínua, não contra o sistema, não contra o governo, não contra injustiças, mas contra nós mesmos, contra Satanás (sim, ele existe de fato!), contra as tentações e as concupiscências. Se ficarmos olhando somente para aquilo que é imanente, somente para as coisas daqui de baixo, que passam, deixaremos de contemplar, vislumbrar e desejar as coisas do alto”.

Para fomentar essa mudança, ele recomenda:

“Vida ascética, penitência, mortificação, vida espiritual, vida sacramental, meditar a Palavra de Deus… tudo isso precisa voltar a fazer parte do nosso vocabulário cristão, da nossa experiência concreta e cotidiana. Não são realidades medievais ou dos mosteiros. Não são voltadas a umas poucas pessoas escolhidas. São meios que a Mãe Igreja, que é santa, coloca à nossa disposição para caminharmos ao encontro da nossa Pátria definitiva… o Céu, lindo Céu – como se canta”.

E finaliza:

“Vamos para o Céu tão belo!”.

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