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Como os mosteiros medievais sobreviveram aos ataques vikings

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Escavações em Lyminge mostram como os mosteiros medievais sobreviveram aos ataques vikings

Lyminge Archaeology | Twitter | Fair Use

Daniel R. Esparza - publicado em 15/02/23

Arqueólogos consideram que mosteiros ingleses eram mais resistentes do que se pensava anteriormente

O mosteiro de Lyminge, no Reino Unido, é conhecido por ser um mosteiro real anglo-saxão. As pesquisas arqueológicas demonstram que se trata de um dos locais monásticos mais bem preservados em Kent, uma região onde o cristianismo ganhou posição na Inglaterra anglo-saxônica.

Devido à sua importância, foi insistentemente atacado pelos vikings, até que Alfredo, o Grande, obteve uma vitória decisiva na Batalha de Edington (878) e fez um acordo com os adversários, dividindo a Inglaterra entre territórios anglo-saxões e Danelaw, governado pelos vikings. Alfredo, que ainda supervisionou o processo de conversão do líder viking dinamarquês Guthrum ao cristianismo, logo se tornou o governante dominante na Inglaterra, vindo a retomar Londres dos ocupantes vikings.

O mosteiro de Lyminge “resistiu aos ataques durante quase um século, com as eficazes estratégias defensivas de governantes eclesiásticos e laicos de Kent”, relata o grupo de arqueólogos da Universidade de Reading encarregados do projeto de arqueologia de Lyminge.

Conforme nota publicada pelo site Medievalists.net, “as novas informações foram apresentadas após um exame detalhado de evidências arqueológicas e históricas por parte do Dr. Gabor Thomas”. Segundo esses dados, a imagem de invasores vikings cruéis massacrando monges e freiras indefesos se baseia em registros escritos, mas um reexame das evidências mostra que os mosteiros tinham “mais resiliência do que poderíamos esperar”.

A localização do mosteiro o tornava especialmente tentador para os vikings, que o atacaram constantemente entre o final do século VIII e o início do século IX. Mas a pesquisa arqueológica do Dr. Gabor Thomas sugere que a comunidade monástica em Lyminge “não apenas sobreviveu a esses ataques como ainda se recuperou mais completamente do que os historiadores pensavam anteriormente”.

A afirmação consta no artigo “À sombra dos santos: a longa persistência de Lyminge, Kent, como terra sagrada cristã”, publicado por Thomas. O texto explica que “os registros históricos mantidos na Catedral de Canterbury mostram que, após uma invasão em 804 d.C., a comunidade monástica em Lyminge recebeu asilo dentro da relativa segurança do refúgio murado de Canterbury – uma antiga cidade romana e a capital administrativa e eclesiástica da Kent anglo-saxônica”.

O Medievalists.net observa que “as evidências das escavações do Dr. Thomas mostram que os monges não apenas retornaram para restabelecer o seu assentamento em Lyminge, mas também continuaram vivendo e erigindo novas construções durante várias décadas ao longo do século IX”.

Você pode ler o trabalho do Dr. Thomas aqui.

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