A resposta do pe. José Eduardo de Oliveira
Lia há pouco a interessante análise de um teólogo sobre o que ele mesmo define como “a insignificância e a irrelevância da Igreja no Brasil”. O interesse do texto é justamente provocado porque ele parte de um presumível fato. Segundo o autor, a Igreja se tornou insignificante e irrelevante.
O problema verdadeiro, ao meu ver, está no rastreio da causa desse fenômeno por ele excogitado. O teólogo, no caso, utiliza dois instrumentos analíticos forjados por Metz e Moltmann para traçar a linha de causalidade que explicaria o porquê do problema: “significado” – uma religião, para ter importância, precisaria responder a questões existenciais reais do indivíduo e, portanto, dar um significado aos seus dramas; “relevância” – do mesmo modo, precisaria tratar de questões que interferem no “nós” da sociedade; e fazê-lo é necessário, sob a pena de se tornar tão insignificante quanto irrelevante.







