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Organizações internacionais preveem aumento da fome no mundo

Fome no mundo afeta particularmente as crianças

i-Images / Polaris/East News

A fome no mundo tortura particularmente as crianças; na imagem, a dramática situação no Sudão do Sul

Jaime Septién - publicado em 01/06/23

Devem intensificar-se também os eventos climáticos extremos, como fortes chuvas, tempestades tropicais, ciclones, inundações e secas

A humanidade nunca produziu tantos alimentos como neste século – e, paradoxalmente, nunca houve tanta gente com fome no mundo como neste século.

Este fenômeno, que o Papa Francisco descreveu como “escândalo e crime contra os direitos humanos”, tende a piorar, já que a “insegurança alimentar aguda”, eufemismo que poderíamos traduzir como fome extrema, deverá crescer no planeta ao longo dos próximos seis meses.

A sombria perspectiva foi divulgada pela Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO), das Nações Unidas, e pelo Programa Alimentar Mundial (PAM), cujos alertas são de que a situação de fome deve piorar em pelo menos 22 países.

Tem particular gravidade o cenário no Afeganistão, Nigéria, Somália, Iêmen, Sudão do Sul, Sudão, Haiti, Burkina Faso e Mali. Enquanto a maioria desses países já enfrentava um quadro de fome extrema, os quatro últimos sofreram piora recente devido a “restrições à circulação de pessoas e bens” e à eclosão do conflito sudanês.

A situação continua preocupante também no Paquistão, na República Centro-Africana, na Etiópia, no Quênia, na República Democrática do Congo e na Síria, enfatiza o relatório da FAO e do PMA.

Crise mundial e milhões de famintos

O documento registra que “a deterioração da insegurança alimentar aguda em bolsões de fome ocorre no contexto de uma crise alimentar global”, provocada por fatores complexos como “novos conflitos emergentes”, continuação do conflito na Ucrânia e seu impacto sobre a produção de alimentos, “desaceleração das economias em 2023”, inflação em muitos países e “redução generalizada do apoio de doadores”.

Juntam-se a estes fatores os assim descritos “eventos climáticos extremos”, como fortes chuvas, tempestades tropicais, ciclones, inundações e secas.

Outro relatório, produzido pela Food Security Information Network, afirma que o número de pessoas que precisam de “assistência alimentar, nutricional e de subsistência urgente” aumentou em 2022 pelo quarto ano consecutivo. Com base nestas estimativas, haveria hoje mais de 250 milhões de pessoas sofrendo de fome aguda, com tendência de piora em 2023.

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