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Elegância: uma marca da humanidade

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Woman on the beach with a white dress

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Benoist De Sinety - publicado em 26/07/23

A postura, as palavras, os olhares e a voz não são questões de marcas e fortunas: são sinais da verdadeira elegância

Onde está aquela “memória poética” descrita pelo gigante Milan Kundera como sendo o lugar que abriga e preserva tudo o que nos encantou, comoveu e que dá beleza à nossa vida? O que aconteceu com isso em nossa consciência coletiva? O desaparecimento dessa memória não é consequência do esquecimento nas nossas consciências pessoais?

No meio da multidão

No caminho para Compostela, uma pequena vila espanhola à beira-mar, paramos com sede, cansados ​​e com muita fome também. O sol está a pino. Os veranistas usam tatuagens e nudez que pequenos pedaços de tecido lutam para esconder… Tudo é muito triste nas praias hoje em dia. Mostramos o que ninguém quer ver, espalhamos nossa carne sem vergonha achando que somos livres. 

No meio de tudo isso, surge diante de nós uma senhora idosa trajando um vestido branco com flores multicoloridas. Atrás dela, o marido com olhos arqueados e claros, chapéu de palha, calça de lona e ​​a camisa azul bem passada. Ela nos cumprimenta em francês. Seu sotaque, ela nos conta, denuncia um retorno à Espanha que remonta a mais de cinquenta anos. Ela já morou em Paris. Era empregada doméstica. Seu marido afirma, com orgulho, que ela foi demitida do emprego por um patrão cuja esposa a achava bonita demais.

 Os minutos passam, em meio a uma multidão pingando creme, suor e autoexposição. Ela nos fala apenas de coisas belas e leves, entre elas a sua alegria por nossa peregrinação.  Cumprimentamo-nos educadamente. Eles saem, distintos. 

Uma marca de respeito

A elegância é uma marca da humanidade, é um sinal da atenção que queremos dar aos outros. Não para que o outro te admire, mas para que perceba o respeito que lhe é dado. Ela não é narcisista, mas, por natureza, empática. Ela não está ali para se exibir e despertar algum instinto animal nos outros. Ela se expressa para mostrar todo o bem que lhe desejamos, a consideração que lhe temos.

Este casal de nonagenários provavelmente não tinha um guarda-roupa hollywoodiano, estavam livres da opressão mundana que agora obriga todo idoso a bancar um adolescente. Podiam estar vestidos com andrajos, teriam mostrado a mesma elegância: a postura, as palavras, os olhares e a voz não são questões de marcas e fortunas. E os corpos de ambos, vestidos com aquela beleza, enviaram de volta à escuridão as tristes fantasias da multidão ao redor. 

Eles se alimentaram do que os motivou ao longo de suas vidas e, assim, se deixaram envolver pelo que dá beleza às nossas vidas.

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