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Como enfrentar as críticas negativas?

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Shutterstock | Antonio Guillem

Edifa - publicado em 05/10/20

Você tem tendência a reagir impulsivamente às críticas? Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo a aceitar melhor os comentários feitos sobre você ou suas ações

Ao longo de sua vida, as frases inadequadas de outras pessoas podem desequilibrá-lo um pouco. Momentos de cansaço, de divergências sobre as avaliações de uma situação, um senso de humor de gosto duvidoso, podem gerar, com seus familiares, palavras ácidas que costumam causar muitos danos. No entanto, se as críticas te incomodam facilmente, é bom que você pergunte a você mesmo porque essas críticas exercem um incômodo em você, que você procure a causa dessa hipersensibilidade.

Que uma frase desagradável, até mesmo cruel, pareça ruim para você, é completamente normal. Mas se te faz arrancar as unhas e te machuca a ponto de te fazer reagir com brutalidade, não é sinal de que você tem um detector potente e um pequeno amplificador da menor falta de respeito ou compreensão? É um pouco como se você tivesse uma ferida aberta que sente profundamente o menor deslize da linguagem de seus entes queridos. Então, de onde pode vir essa habilidade de se machucar tão fácil e profundamente?

Aprenda a manter a calma graças a uma auto-análise

Tente fazer um teste simples, embora você não precise voltar a uma infância distante. Pergunte a si mesmo, por exemplo, se você tem boa auto-estima, se você duvida do amor das pessoas que lhe dão, se você acha que não conta para nada, se você odeia desrespeito ou vulgaridade etc.

De qualquer maneira, esteja ciente de que, ao afetar tanto você com palavras infelizes, você dá aos outros um poder exorbitante sobre você: o poder de desestabilizar você, para não falar de destruí-lo. Portanto, aprenda a manter a calma, o que, além disso, é algo que desarma inevitavelmente quem pensou em machucar você. Assim, você não apenas acalma a situação, mas a administra. Se você tenta essa serenidade desarmante, você certamente a abraçará!

Compreender o outro sem julgá-lo apressadamente pelas críticas também pode ajudá-lo a dominar suas reações. Quantas vezes a palavra supera o pensamento! Quantas vezes um cônjuge ou um adolescente que sofreu assédio chega em casa com seu rancor e acaba soltando esse rancor em cima da primeira pessoa que vê na casa!

Depois, muitas vezes ele é o primeiro a admitir que não quis dizer as palavras dolorosas que disse e pede perdão, mesmo que sem jeito. Por outro lado, se essas frases ofensivas reaparecerem, você deve olhar para o fundo da questão, a ofensa importante que o agressor lhe censura. Pergunte a si mesmo: “Ele tem algum motivo sério para me culpar com tanta frequência?”

Diante de críticas na família, adote a atitude certa

Dentro da família, existe uma maneira de cortar essas feridas infelizes pela raiz. No casal, deve ser aprovado um contrato claramente expresso, inclusive por escrito: “Querida/o, inevitavelmente acontecerão coisas que eu te direi que te machucarão, eu terei atitudes que te incomodarão, mas você sabe bem que não serão coisas que eu quero que sejam de verdade. Se acontecessem, serão por pura falta de jeito ou tolice descontrolada da minha parte e não por crueldade, porque eu não tenho nenhuma intenção de te fazer sofrer”.

Mesmo com seu filho, especialmente se ele for um adolescente, não leve as críticas e o que ele diz ao pé da letra. Veja se ele não está sofrendo de algo que explique essa agressividade. E se for necessário, se ele for constantemente desagradável, que ele possa se expressar num consultório de aconselhamento familiar que é um lugar onde todo o mundo, inclusive a mãe, têm o direito de dizer o que sente sem ser julgado ou receber a menor censura.

As coisas podem ser ditas de forma simples. Evitemos dramatizar muito rapidamente, pois corremos o risco de entrar no ciclo vicioso de uma agressividade crescente. E quem está ciente de que prejudicou o outro, apresse-se em reconhecer seu erro e claramente peça perdão sem demora. Por último, deixe-nos também, por favor, em nome do amor, mostrar um pouco de humor!


CZYTANIE KSIĄŻKI

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PSYCHOLOG

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Padre Denis Sonet

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