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Papa: o nascimento de filhos é o maior investimento para um país

POPE FRANCIS GENERAL AUDIENCE
Antoine Mekary | ALETEIA | I.Media
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"O homicídio das crianças. Para deixar a vida 'tranquila', mata-se um inocente”, denuncia o Papa, dando nome aos bois

Ao receber para uma audiência no Vaticano os membros de uma associação de famílias, o Papa Francisco comparou o aborto com as práticas nazistas de extermínio humano, afirmando nesta segunda, 18 de junho:

“No século passado, todo o mundo se escandalizava com o que os nazistas faziam pela pureza da raça. Hoje fazemos a mesma coisa, com luvas brancas”.

O Papa denunciou sobre o aborto:

“Está na moda, é ‘normal’. Em uma gravidez na qual a criança não está bem ou possui alguma malformação, a primeira oferta é: ‘vamos tirá-la?’. O homicídio das crianças. Para deixar a vida ‘tranquila’, mata-se um inocente”.

Francisco deu mais um exemplo histórico:

“Quando eu era criança, a professora nos ensinou o que os espartanos faziam quando nascia uma criança com malformação: eles a levavam até um monte e a jogavam do penhasco, para salvaguardar a ‘pureza da raça’. Uma atrocidade. Mas nós fazemos o mesmo”.

E questionou:

“Por que você não vê anões nas ruas? Porque o protocolo de muitos médicos diz: ‘Ele vai nascer deformado, vamos nos livrar dele’”.

Diante desse cenário, o Papa Francisco defendeu a vida e um acolhimento realmente livre de exclusões:

“Os filhos se recebem do jeito que vierem, do jeito que Deus os envia”.

Ele reiterou que um casamento, entendido naturalmente, é formado por um homem e por uma mulher que devem ser incentivados a ter filhos, recordando que as crianças são um bem para toda a sociedade.

“Nos dias de hoje, fala-se de famílias ‘diversificadas’: vários tipos de famílias. É verdade, a palavra ‘família’ é uma palavra análoga, porque falamos da ‘família’ das estrelas, das ‘famílias’ das árvores, das ‘famílias’ dos animais… É uma palavra análoga. Mas a família humana, à imagem de Deus, homem e mulher, é uma só. É uma só”.

Francisco prosseguiu:

“O nascimento de filhos é o maior investimento para um país e é a primeira condição para a sua prosperidade futura”.

A cultura do descarte no mundo

O poderoso ativismo de grandes organizações internacionais que lucram bilhões de dólares com a indústria do aborto, porém, tem sido particularmente agressivo em suas campanhas mundiais para manipular a linguagem e influenciar as culturas, gerando a falsa crença de que um embrião “não seria um ser humano”, mas apenas “um amontoado de células”. Além de negar o básico da biologia e da lógica, essa estratégia tergiversa conceitos-chave da civilização, como o de direitos humanos, levando a crer que existiria o “direito” de exterminar uma vida e que tal “direito” seria uma prova de “avanço social”.

Sob a influência desse tipo de manipulação, dois países de tradição católica cederam recentemente à cultura do descarte: Irlanda e Argentina aprovaram nas últimas semanas a expansão do aborto a casos em que basta a decisão da gestante, sem qualquer diagnóstico de risco nem para ela, nem para o bebê – como se não houvesse dezenas de alternativas civilizadas para planejar a gravidez de modo responsável e, mais elementarmente ainda, como se não fosse necessário discutir com muito mais objetividade e coerência sobre o que é, de fato, a dignidade e a grandeza de um único ser humano, desde a sua concepção até a sua morte natural.

Mas o nazismo não quer acolher o frágil, com toda a sua grandeza e dignidade. O nazismo quer matá-lo.