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Papa: 2 objetivos principais da reunião mundial de bispos contra abusos sexuais

Pope Francis General Audience
Antoine Mekary | ALETEIA
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"Recebo regularmente pessoas vítimas de abuso. Recordo uma pessoa: 40 anos sem poder rezar. É terrível".

No voo de volta do Panamá para Roma, o Papa Francisco adiantou informações sobre o seu encontro de fevereiro com todas as conferências episcopais do mundo para concretizar medidas de combate aos abusos sexuais ainda mais efetivas que as implementadas ao longo dos últimos anos. Entre os objetivos principais há dois:

  • tomar consciência mais concreta desse drama
  • ter protocolos mais claros para agir.

O encontro do Papa com os presidentes das conferências episcopais será no Vaticano de 21 a 24 de fevereiro.

Francisco disse que, além de ser uma reunião prática para definir tarefas concretas, o encontro também será de oração, penitência e pedido de perdão.

A iniciativa de reunir as conferências episcopais especialmente para tratar deste grave assunto surgiu durante reunião do Conselho dos Cardeais que assessoram o Papa Francisco, devido ao fato de que “que alguns bispos não entendiam bem ou não sabiam o que fazer ou faziam uma coisa boa e outra errada“.

Francisco reforça a necessidade de que, em primeiro lugar, “se tome consciência do drama” das vítimas. Ele exemplificou:

“Recebo regularmente pessoas vítimas de abuso. Recordo uma pessoa: 40 anos sem poder rezar. É terrível”.

Além da conscientização, é preciso agir, com protocolos claros a serem adotados por todas as conferências episcopais. “Esse é o objetivo principal“, completou o Papa.

E Francisco é realista:

“Permito-me dizer que percebi uma expectativa de certo modo exagerada. É preciso moderar as expectativas em relação a estes pontos que lhes disse, porque o problema dos abusos continuará: é um problema humano, em todos os lugares. 50% dos casos de abusos são denunciados, 20% são escutados e diminuem. 5% são condenados. Terrível. É um drama humano do qual tomar consciência. Também nós, resolvendo o problema na Igreja, ajudaremos a resolvê-lo na sociedade e nas famílias, onde a vergonha encobre tudo. Mas primeiro devemos tomar consciência, ter os protocolos e seguir em frente”.