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Redação da Aleteia

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Você sabia que a Igreja tem uma rede mundial de combate ao tráfico de pessoas?

Rede Talitha Kum
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Conheça a corajosa iniciativa Talitha Kum, gerenciada por freiras, e os seus resultados em mais de 70 países

No último dia 8 de fevereiro, celebramos a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, uma ex-escrava sudanesa que não viveu em séculos passados, mas em pleno século XX. Assim como ela, milhares de pessoas ainda são traficadas e comercializadas como mercadorias, em condições absolutamente repugnantes e indignas, debaixo dos nossos narizes e sob a cúmplice inércia de muitos dos nossos governos.

Foi para responder a este cenário que surgiu na Igreja a rede mundial Talitha Kum, formada por religiosos e principalmente por religiosas, que, em 2019, estão celebrando 10 anos de luta intensa contra o trafico de pessoas. O ápice das comemorações será em setembro, com a primeira Assembleia Geral da associação.

A este respeito, a irmã Gabriella Bottani, coordenadora internacional, comenta:

“Este ano é um tempo de graças para a vida consagrada comprometida com o combate ao tráfico de pessoas. Somos chamadas a agradecer a Deus pelo caminho realizado, verificar o nosso compromisso e ações comuns e olhar com valentia e confiança para o nosso presente e futuro, a fim de compreender a complexidade do tráfico neste tempo difícil, onde tudo se transforma e os direitos humanos são cada vez menos protegidos”.

A rede e seus números

A frase “Talitha Kum” aparece no Evangelho de São Marcos, capítulo 5, versículo 41. Traduzida do aramaico, a expressão significa “Menina, eu te ordeno, levanta-te”.

São as palavras que Jesus dirigiu à filha de Jairo, uma menina de 12 anos que, mesmo tendo experimentado o toque da morte, se levantou imediatamente após essas palavras do Filho de Deus e começou a andar.

A expressão de Cristo foi adotada como nome da corajosa rede católica internacional que, desde 2009, coordena e fortalece as atividades da vida consagrada nos 5 continentes contra o tráfico de pessoas, combatendo esse crime abominável mediante o intercâmbio de informações e a execução de operações em 76 países.

Talitha Kum” define bem a identidade da rede: a frase “Menina, levanta-te” sintetiza o poder da compaixão e da misericórdia e o desejo profundo de dignidade e de vida, adormecido e ferido pelas muitas formas de exploração de seres humanos indefesos.

A rede reúne 1.023 religiosas que receberam formação específica para agir em parceria contra o tráfico de pessoas. Foram 34 cursos que totalizaram 136 dias de formação, além de um curso piloto de um ano de duração para a formação das lideranças da rede.

Os grupos operativos que formam a rede Talitha Kum são 150, com cerca de 2.000 participantes orientadas pelas irmãs e estruturadas em diversos níveis: Prevenção, Proteção, Persecução, Associação, Oração.

Sobre a oração que alimenta todas as ações, aliás, a irmã Gabriella Bottani complementa:

“Desde 2015 a Talitha Kum coordena o comitê internacional que promove a Jornada Mundial de Oração e Reflexão contra o tráfico de pessoas, celebrada em 8 de fevereiro, que é a memória litúrgica de Santa Bakhita”.

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