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Roma: reaberta a Escada Santa

Holy Steps
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A Penitenciaria Apostólica concede Indulgência Plenária aos fiéis que sobem de joelhos a Escada Santa

Após 1 ano de restauração, será possível subir novamente (de joelhos) a Escada Santa: os 28 degraus de mármore que, segundo a tradição, Jesus teria subido quando foi julgado por Pilatos no pretório e condenado à morte. Segundo esta antiga tradição cristã, Santa Helena, mãe do Imperador Constantino trouxe a Escada Santa de Jerusalém a Roma no ano 326.

O reitor do Santuário da Escada Santa, Padre Francesco Guerra, conversou com o Vatican News sobre a reinauguração e a importância do santuário hoje.

Devoção

Segundo o sacerdote, o Papa Francisco tem destacado a importância da devoção popular. Trata-se de uma forma concreta de experimentar o contato com o sagrado, com a presença de Deus. É por isso que tantas pessoas vão em peregrinação aos santuários, porque têm a possibilidade de fazer a experiência do evento sacro que ali aconteceu.

Em concreto, subindo de joelhos estes 28 degraus da Escada Santa, o peregrino, no cansaço de subir, encontra-se com a dor que o próprio Jesus enfrentou na sua Paixão. E enquanto sobe, rezando, nestes degraus, a pessoa se sente em contato consigo mesma, ou seja, retornam à memoria as próprias dores ou os sofrimentos das pessoas que lhe são queridas. E subindo, rezando e recordando a Paixão de Jesus, eis que se mistura todo o sentido de quanto fez cristo por nós: sofreu, morreu e ressuscitou pelo nosso amor.

Padre Francesco Guerra considera que, assim, o peregrino percorre a sua própria história e das pessoas que ama, vê tudo isso em um modo novo, pois vê  à luz de Deus, pela Paixão de Jesus. Por isso a importância de observar as imagens pintadas nas paredes, que também foram restauradas.

Olhar Jesus que lavou os pés dos seus discípulos, Jesus que reza no Horto das Oliveiras e Jesus que é beijado e traído por Judas. Isto não significa somente olhar para a historia de Jesus, mas observar a nossa própria história.

Isto valia tanto as pessoas que pintaram os afrescos mais de 500 anos atrás, como vale para os peregrinos dos dias de hoje. Porque o homem é feito de sensação, de memória, de sentimentos, de racionalidade, de espiritualidade e de corpo.

Peregrinos

O padre Francesco recorda que subir de joelhos a Escada Santa é um ato de fé, recordar que Jesus subiu por nós.

É um ato de compaixão, ou seja, de sentir junto, viver junto, junto com Jesus e com os demais peregrinos que sobem. Na tradição da Igreja e na indulgência a esta, o peregrino que sobe é aconselhado que se medite vivamente a paixão de Jesus.

Pode-se subir contemplando as cenas pintadas, mas também levando um Evangelho com a Paixão de Jesus.

O santuário oferece em 9 línguas um pequeno livro com a história do local e com um pequeno pedaço do Evangelho para cada degrau. Este é um modo para que o fiel, que sobe em oração, possa ter em mão a oportunidade de meditar o quanto o Evangelho recorda do sacrifício amoroso do Senhor.

A Escada

A Escada Santa fica perto da Basílica de São João de Latrão. Abriga a preciosa capela dos Papas chamada Sancta Sanctorum, onde se venera a imagem do Santíssimo Salvador.

De acordo com uma antiga tradição cristã, em 326, a Imperatriz Santa Helena transportou a Escadaria do Pretório de Pilatos, subida várias vezes por Jesus no dia da sua sentença de morte, de Jerusalém para Roma.

Por esta razão, chamava-se Scala Pilati ou Scala Sancta. Os primeiros testemunhos escritos desta ilustre memória da Paixão estão numa passagem no Liber Pontificalis do tempo de Sérgio II (844/847) e numa Bula de Pasquale II (1099/1119).

Ela estava localizado no Patriarchium, ou complexo dos Palácios Lateranenses, a antiga sede dos Papas. Sisto V a colocou em 1589 em frente à capela papal onde permaneceu então formando o único edifício atual. Pio IX (1846 1878) cuidou da sua restauração e promoveu o culto da grande relíquia com a construção do antigo convento, que em 24 de Fevereiro de 1853 foi confiado aos religiosos passionistas.

Indulgência

A Penitenciaria Apostólica concede Indulgência Plenária todos os dias aos fiéis arrependidos que, movidos pelo amor, sobem de joelhos a Escada Santa meditando a Paixão de Jesus e recitando o Credo, um Pai Nosso, uma Ave Maria, e um Glória ao Pai e uma oração segundo a intenção do Papa, confessando e tendo recebido a Comunhão Eucarística.

As pessoas fisicamente impedidas de subir recebem a mesma Indulgência Plenária meditando a Paixão de Jesus diante da Escada Santa, recitando o Credo e cinco Pai Nosso, cinco Ave-Maria, cinco Glória ao Pai e uma oração segundo a intenção do Papa, confessando e tendo recebido a Comunhão Eucarística. A indulgência é aplicável ao falecido.

(Com Vatican News)

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