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Como o apego na infância influencia a personalidade

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Shurkin_son | Shutterstock
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Somos seres relacionais, e os relacionamentos primários com nossos entes queridos nos marcam mais do que pensamos

Todo ser humano, ao nascer, tem uma força natural de união com suas figuras de referência. É algo necessário para a sobrevivência, para o desenvolvimento da pessoa e a construção de estruturas sobre si mesmo e o mundo.

Existem inúmeros fatores que influenciam o desenvolvimento psicológico e emocional da criança. No entanto, um dos mais influentes é o modo pelo qual suas necessidades básicas e afetivas são satisfeitas, bem como o tipo de apego que é estabelecido com elas. O desenvolvimento de sua auto-estima, autoconfiança e confiança com o ambiente que os cerca dependerá disso.

Saber detalhes de sua infância, portanto, pode ajudar a explicar algumas de suas dificuldades nos relacionamentos que você estabelece quando adulto.

Tipos de personalidade de acordo com o estilo de apego na infância

1
APEGO AMBIVALENTE / ANSIOSO

São adultos com interações ambivalentes. Por um lado, resistentes à interação e, por outro, buscadores de proximidade e contato. Excessivamente autocríticos, inseguros, controladores, dependentes e com necessidade de aprovação. Eles se sentem indignos do amor gratuito e acreditam que, para receber amor, têm que viver para o outro.

Essa criança possivelmente estabeleceu um relacionamento inconsistente com seus pais. Às vezes recebia amor e atenção e, outras vezes, frieza e insensibilidade (pais alcoólatras, mães deprimidas, punições físicas). Um tipo de apego imprevisível que criou muita insegurança e confusão na criança.

2
APEGO INSEGURO / EVITATIVO

São pessoas que rejeitam a intimidade, solitárias, frias, autossuficientes, desconfiadas, desconectadas de suas emoções, que evitam se conectar com os outros para não sentir dor.

Podem ser crianças que, diante da expressão de suas necessidades, receberam uma falta de atenção e insensibilidade por parte de suas figuras de referência. Pais de corpo presente, mas emocionalmente ausentes, que exigiram uma independência prematura comprando os filhos com coisas materiais ou não colocando qualquer limite.

3
APEGO DESORGANIZADO

Pessoas muito inseguras, com facilidade para se bloquear e anular, têm dificuldades em tomar decisões, evitam a intimidade, reprimem suas emoções e necessidades. Elas podem se tornar violentas diante do que elas acham que as está ameaçando.

Podem ser crianças que sofreram abuso sexual, violência física, emocional e psicológica. As figuras de segurança que deveriam cuidar dela são sua principal fonte de terror.

4
APEGO SEGURO

Eles são adultos confiantes, sabem que são valiosos e capazes, interagem facilmente, com iniciativa, emocionalmente fortes e confiantes.

As necessidades do seu filho foram suficientemente satisfeitas pelos seus cuidadores. Uma educação coberta de afeto, diálogo e limites colocados no sentido de ajudá-los a fortalecer-se diante das dificuldades da vida adulta.

Tal criança teve pais sensíveis e atentos, que a deixavam explorar, mas estando presentes diante de qualquer problema. Os pais responderam ao que foi solicitado, valorizando o ponto intermediário, para não cair em superproteção ou em abandono.

O tipo de apego estabelecido influenciará muito o modo de se relacionar do adulto, sua auto-estima e sua visão do mundo. Os aspectos não resolvidos na infância podem condicionar consideravelmente o adulto. Quanto mais conscientes e capazes de revisar a própria história em um percurso de amadurecimento, mais fácil será alcançar um estado de liberdade e segurança.

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