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S. Agostinho: “Governar o universo é um milagre maior que multiplicar os pães”

GALAXY
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Um dos maiores santos de todos os tempos reconhece na existência do mundo um milagre que deveria nos assombrar muito mais do que de fato nos assombra

O simples fato de que existe o mundo ultrapassa as capacidades da mente humana de entender e explicar. A ciência simplesmente não sabe nem pode saber por que existe o ser quando perfeitamente poderia não existir nada. Podemos descobrir mediante a ciência como é que certos entes passaram a existir, mas não por que ou para que existe a existência. É esta, aliás, a verdadeira questão no cerne de qualquer conversa séria sobre Deus. O mistério da existência evoca o mistério da sua origem e, com ele, o do seu propósito. Afinal, se há uma ordem inteligível na estrutura da existência a ponto de que ela possa ser estudada e explicada pela ciência, então é o caso de estudarmos e explicarmos de onde vem essa ordem inteligível.

Santo Agostinho reconhece nela um milagre que deveria nos assombrar muito mais do que de fato nos assombra:

“Governar todo o universo é um milagre maior do que saciar cinco mil homens com cinco pães. Entretanto, isso não espanta ninguém, embora as pessoas se espantem diante de milagres de menor importância, por saírem do habitual. Quem sustenta ainda hoje o universo inteiro se não é Aquele que, apenas com algumas sementes, cria as searas? Cristo fez o que Deus faz. Usando de Seu poder de multiplicar as searas a partir de uns poucos grãos, Ele multiplicou cinco pães porque tinha poder para tanto; e esses cinco pães eram como sementes que o Criador da terra multiplicou mesmo sem lançá-las à terra.

Esta obra nos foi apresentada aos sentidos para elevar o nosso espírito. Foi assim que se tornou possível, para nós, admirar ‘o Deus invisível, através das Suas obras visíveis’ (Rom 1,20). Tendo sido ensinados na fé e purificados por ela, podemos desejar ver, sem os olhos do corpo, o Ser invisível que conhecemos a partir do visível.

Jesus, de fato, operou este milagre para que fosse visto por quantos ali se achavam – e eles o registraram por escrito para que dele tomássemos conhecimento. O que os olhos fizeram para eles, a fé o faz para nós. De igual modo, reconhecemos em nossa alma o que os nossos olhos não puderam ver, e recebemos um belo elogio, pois foi a nosso respeito que Ele disse: ‘Felizes os que acreditam sem terem visto’ (Jo 20,29)”.

Santo Agostinho, “Sermões sobre o Evangelho de João”, 24

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