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É preciso abandonar o desejo de dominar os outros, diz Papa

GUILLERMO LEÓN ESCOBAR

AP Photo/L'Osservatore Romano/Pool Photo via AP

Guillermo León Escobar Herrán, Colombian Ambassador to the Holy See, right, presents his credentials to Pope Francis, at the Vatican Saturday, April 25, 2015.

Vatican News - publicado em 19/12/19

"Somente quando colocamos de lado a indiferença e o medo pode crescer e prosperar um verdadeiro clima de respeito recíproco"

O Papa Francisco recebeu embaixadores de Seychelles, Mali, Andorra, Quênia, Letônia e Niger, nesta quinta-feira. Em seu discurso, ele destacou dois aspectos: a paz e o respeito pelo meio ambiente.

“O nosso encontro de hoje se realiza enquanto os cristãos de todo o mundo se preparam para celebrar o nascimento Daquele ao qual nos dirigimos como Príncipe da paz”, disse o Papa.

Todavia, o mundo hoje é “tristemente” marcado por conflitos civis, regionais e internacionais, divisões sociais e desigualdades.

Por isso, é “essencial” empreender um diálogo construtivo e criativo. Neste esforço, Francisco garantiu o compromisso da Igreja Católica em colaborar com todo parceiro responsável em promover o bem de toda pessoa e de todos os povos.

O caminho rumo à paz tem início com a abertura à reconciliação. O Papa citou um trecho de sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2020, em que escreve que é preciso abandonar o desejo de dominar os outros e aprender a nos olhar como irmãos.

Somente quando colocamos de lado a indiferença e o medo pode crescer e prosperar um verdadeiro clima de respeito recíproco. Isso, por sua vez, leva ao desenvolvimento de uma cultura da inclusão, a um sistema econômico mais justo e a várias oportunidades para a participação de todos à vida social e política.

Para Francisco, a presença dos embaixadores já é por si um sinal da vontade desses países de enfrentar as situações de injustiça, discriminação, pobreza e desigualdades que afligem o mundo.

Como um dos obstáculos para a paz o Pontífice apontou o desrespeito pela Casa Comum, em especial com a exploração abusiva dos recursos naturais. O Papa mencionou o recente Sínodo para a Pan-amazônia, que fez um apelo por um renovado apreço da relação entre comunidade e terra, presente e passado e entre experiência e esperança.

O empenho por uma gestão responsável da terra e dos seus recursos é urgentemente desejado em todos os níveis, da educação familiar à vida social e civil, até as decisões políticas e econômicas.

Francisco concluiu desejando que a missão dos novos embaixadores junto à Santa Sé seja profícua e formulando votos de paz e Feliz Natal a todos os povos que representam.

(Com Vatican News)

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