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A carta pública do Cardeal Pell, libertado após mais de 1 ano de prisão sem provas

KARDYNAŁ PELL

WILLIAM WEST/AFP/East News

Reportagem local - publicado em 08/04/20

"Sempre afirmei a minha inocência enquanto sofria uma grave injustiça"

O cardeal australiano George Pell acaba de ser considerado inocente, por unanimidade, pelos juízes do Supremo Tribunal de Justiça da Austrália, após ter passado mais de 1 ano preso por supostos abusos sexuais, jamais comprovados, que ele tinha sido acusado de perpetrar contra menores.

Após a sua libertação, ele divulgou a seguinte carta:

Sempre afirmei a minha inocência enquanto sofria uma grave injustiça. Isto foi corrigido hoje com a decisão unânime do Supremo Tribunal. Estou ansioso para ler o julgamento e detalhadamente as razões da decisão. Não tenho má vontade em relação aos meus acusadores, não quero que a minha absolvição acrescente ainda mais mágoa e amargura ao que muitos sentem; há dor e amargura suficientes. No entanto, o meu julgamento não foi um referendo sobre a Igreja Católica; nem um referendo sobre como as autoridades da Igreja na Austrália lidaram com o crime de pedofilia na Igreja. A questão era se eu havia cometido aqueles crimes terríveis – e eu não os cometi. A única base para a cura no longo prazo é a verdade e a única base para a justiça é a verdade, porque a justiça implica verdade para todos. Agradeço especialmente por todas as orações e pelas milhares de cartas de apoio. Quero agradecer, em particular, à minha família, pelo seu amor e apoio e por tudo o que eles tiveram de passar; à minha pequena equipe de consultores; aos que me defenderam publicamente e sofreram em decorrência disso; e a todos os meus amigos e apoiadores, aqui e no exterior. Também quero demonstrar o meu mais profundo agradecimento e gratidão a toda a equipe jurídica pela sua determinação inabalável em ver a justiça prevalecer, em lançar luz sobre a escuridão forjada e em revelar a verdade. Por último, estou ciente da crise atual de saúde e rezo por todos os afetados e pelo pessoal médico na linha de frente. Cardeal George Pell

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