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“Self-service” de Eucaristia é sugerido pelo governo da Irlanda para evitar contágios

Eucaristia

wideonet | Shutterstock

Reportagem local - publicado em 12/05/21

Enquanto veta Comunhão na boca, país recomenda que fiéis "se sirvam" da Eucaristia a partir de recipientes descartáveis colocados em bandejas

“Self-service” de Eucaristia é sugerido pelo governo da Irlanda para evitar contágios: o país autorizou o retorno das Missas presenciais neste último domingo, 10 de maio de 2021, após prolongar medidas restritivas dentre as mais rígidas da Europa com a justificativa de combater a pandemia de covid-19.

Apesar de tolerarem a reabertura das igrejas, porém, as autoridades políticas irlandesas estão tentando intrometer-se nas normas do rito litúrgico, extrapolando a sua alçada.

“Self-service” de Eucaristia

De acordo com informações do site Infovaticana publicadas em 5 de maio, o governo da Irlanda decretou que os ministros da Comunhão usem máscaras ou se posicionem atrás de um biombo na hora de distribuir a Eucaristia. A própria Eucaristia, por “sugestão” do governo, deve ser preferencialmente entregue “em copos ou recipientes descartáveis ​​individuais”, colocados “sobre uma bandeja ou mesa”, a fim de que cada fiel se sirva – como se estivesse num restaurante com sistema “self service”.

Episódios parecidos de ingerência na liturgia foram registrados também no Brasil: os governos estaduais de Santa Catarina e do Ceará tentaram obrigar as igrejas católicas ao absurdo de pré-embalar a Santíssima Eucaristia como se as sagradas espécies fossem bolachas para “delivery”.

Médicos afirmam segurança da Comunhão na boca

Além de arbitrárias, as determinações desses governos de impedir os fiéis de receberem a Eucaristia na boca não apresentam embasamento científico no parecer de médicos da Itália e da Áustria.

Ainda em 2020, um grupo de 21 médicos católicos austríacos escreveu à Conferência Episcopal do seu país pedindo que fosse revogada a proibição de se receber a Sagrada Comunhão na boca. Eles remeteram o seu posicionamento à argumentação apresentada pelo Dr. Filippo Maria Boscia, presidente da Associação dos Médicos Católicos Italianos, que havia explicado por que “a Comunhão na boca é mais segura do que na mão“.

Mais casos de ingerência que repercutiram no exterior

Determinações incoerentes ou arbitrárias foram denunciadas, por exemplo, pelos bispos mencionados neste seguinte artigo:

Outro exemplo foram as determinações arbitrárias impostas pelo governo da França no final do ano passado, que também levaram milhares de católicos a se manifestarem publicamente contra o autoritarismo e contra as medidas sem fundamentação científica. O caso pode ser conferido no seguinte artigo:

A estranha obsessão de governos em cercear o culto católico também tem sido vista com abundância na Argentina. Recentemente, dois policiais chegaram a interromper uma Celebração Eucarística de Primeira Comunhão que estava acontecendo em pleno ar livre – e com todas as normas de distanciamento e higiene sendo observadas.

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