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A morte é “a última porta” – e nos revelará que Deus estava o tempo todo à nossa espera

A última porta

sun ok | Shutterstock

Francisco Vêneto - publicado em 03/11/21

A arrepiante canção dos padres jesuítas para recordar as pessoas que partiram desta vida em decorrência da covid-19: "...e ao atravessar esse limiar descobriremos que Tu já nos estavas esperando! Que a vida era o pórtico do céu!"

A morte é “a última porta” que se abre à nossa frente neste mundo para revelar-nos que Deus estava o tempo todo à nossa espera, afirma a canção arrepiante que os padres jesuítas compuseram para recordar as pessoas que partiram desta vida em decorrência da covid-19.

A letra original, em espanhol, foi escrita pelo pe. José María Olaizola, SJ, enquanto a música foi composta pelo pe. Cristóbal Fones, SJ. A canção se intitula precisamente “La última puerta” (“A Última Porta”).

Para acompanhar a canção, interpretada pelo próprio Cristóbal e pela cantora Celinés, a Companhia de Jesus lançou também um vídeo, neste novembro de 2021, que começa com esta dedicatória:

“Este tempo de covid colocou a morte em primeiro plano. Ao nos lembrarmos dos falecidos e agradecer pela sua vida, também nós, jesuítas, oramos com tantos companheiros que, ao longo destes dois anos e em decorrência da pandemia, já deram o último passo. Que as vidas deles e de tantos homens e mulheres a quem amamos sejam agora, já em Deus, eternas”.

Enquanto vemos passar lentamente pela tela uma lista impactante dos jesuítas que partiram deste mundo em 2020 e 2021 por causa da pandemia, também vamos ouvindo uma canção preciosa de esperança: ela nos recorda a certeza da eternidade que dá força à nossa fé cristã, graças à Ressurreição de Cristo e, por Ele, à nossa própria.

Veja o vídeo, ouça a letra e leia abaixo a tradução

A última porta

Morrer é preparar a última festa
Recordamos tantas pessoas que partiram
E, sabendo que ao Teu abraço se encaminham,
Não nos resta melhor canto que o silêncio.

Talvez a sua ausência de agora nos invada
Brilham os olhos ao evocar os seus gestos
Bailam a gratidão e a saudade
Por tudo o que eles já nos deram.

Choramos por sentir a falta de quem amamos
Porque dói a morte, esse mistério
Que nos abre a estrada de outra vida
Enquanto fecha este ciclo que é o tempo.

A nossa finitude é uma promessa
E é também uma luta com o luto
Ansiamos pelo horizonte de esperança
Quando o adeus envolve um até logo.

Sua partida nos desperta algumas dúvidas
Afinal, ela nos encara como um espelho
Pois todos cruzaremos essa porta
E ao atravessar esse limiar descobriremos
Que Tu já nos estavas esperando!
Que a vida era o pórtico do céu!
Cantaremos de novo e para sempre
Com aqueles que hoje nos deixam sua lembrança.

Tags:
CovidMorteMúsicavida eterna
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