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Ex-cartomante: “Peço a Deus que ajude aqueles que coloquei em perigo”

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SeluGallego | Shutterstock

Silvia Lucchetti - publicado em 13/12/22

Zita Michielin conta sua experiência como cartomante, que começou por acaso. Depois, ela se viu envolvida em um redemoinho perigoso do qual foi libertada graças ao Senhor

Hoje compartilhamos o testemunho de Zita Michielin, ex-cartomante. Esperamos que essa história abra os olhos de todos aqueles que acham que as práticas ocultas são inofensivas. 

Zita viu-se como uma cartomante improvisada, quase que por acaso. Depois, a curiosidade e a procura de sentido levaram-na cada vez mais longe, quase ao ponto de se perder.

“O diabo aperta sua mão, mas depois rouba seu braço”

Fiquei impressionada com a atitude de Zita, que no programa Vade Retro, transmitido pela Tv2000, na Itália, “despiu-se” com coragem e generosidade, revelando pecados e fraquezas para ajudar os outros. Disse ela:

“Cuidado, pois o diabo aperta a tua mão, mas depois rouba-te o braço. Ele te rouba, te engana, te faz ver como belas coisas que não são belas. Esses seres sombrios querem você do lado deles”.

Cartomante por acaso

Zita trabalhava em um call center. Um dia lhe disseram que havia uma pessoa ao telefone que queria que suas cartas fossem lidas. Ela nunca tinha feito isso, mas fingiu ser uma cartomante. Aqui está a história dela:

“Foi uma coisa que eu, absolutamente, não queria fazer porque não sabia, não era adivinha, não sabia nada de ocultismo. Eu estava no escuro sobre tudo. Acontece que eles ligaram para mim de qualquer maneira porque não havia outra garota para atender.

Eu, não sei como, encontrei um baralho na minha frente e uma voz feminina ao telefone convencida de que tinha uma cartomante do outro lado da linha. Então, peguei o baralho, joguei na mesa e eu comecei a falar, dizer coisas, o que me vinha à cabeça. Eu explicava as imagens que eu via (…) aquele era o meu batismo (…) eram cartas de tarot”.

Não só o tarot…

Ela ficou chocada e assustada quando a pessoa ao telefone perguntou como ela sabia tanto sobre a sua vida. A partir daquele momento, Zita foi invadida por uma grande curiosidade: queria saber mais sobre o ocultismo. Por isso começou a pesquisar e estudar até à noite.

“Depois dessa experiência, fiquei curiosa (…) e comprei um baralho de tarot. Dentro tinha um livrinho com informações de como fazer. Então comecei com as cartas de tarot, depois me dedicava a tudo que viesse à mão ou eu estava procurando, para encontrar respostas para uma fome interior que eu tinha.

Eu nunca fui religiosa, nunca tinha ido à igreja, não tinha conhecimento além do catecismo quando era pequena.”

Cartomante

O interesse cresceu, a ponto de Zita abrir um atendimento em casa para ler as cartas. Com o seu trabalho estava convencida de que fazia o bem, ajudava os mais frágeis.

Muitas pessoas que sofriam na alma e no corpo acreditavam no que Zita dizia e buscavam a cura.E, embora seu senso de onipotência se expandisse cada vez mais, o coração não encontrava a paz. Ela ainda estava cheia de inquietação, então se apegava a qualquer coisa que pudesse lhe dar a ilusão de segurança:

“Depois desta experiência, procurei respostas em todo o lado. Comecei pelos cristais, pelo estudo da energia, pelo estudo dos chacras. Estudei tudo o que me pudesse dar respostas. Entrei na Cientologia, fiz ioga. Eu recebia as pessoas em casa, eu passava a mão perto da pessoa para sentir a energia dela, para sentir onde ela estava com dor sem que ninguém dissesse, para sentir onde alguma coisa iria acontecer com ela em nível físico, mesmo no futuro (…). Eu percebia coisas. E tudo isso me permitiu ajudar as pessoas, fiquei absolutamente convencida disso.”

Um alerta do Evangelho

Um dia, durante um protesto em casa, Zita proferiu  uma frase do Evangelho. O curioso é que ela que nunca tinha lido ou ouvido tal passagem:

“Não é aquilo que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca é que torna o homem impuro”.

Mt 15,11

De cartomante a crente em Deus

As palavras de Jesus ressoaram dentro dela. Foi aí que algo começou a mudar. Zita desfez-se de todas as ferramentas ocultas que tinha acumulado, sentiu a necessidade de se desfazer delas para se libertar. A graça de Deus abriu seus olhos:

“Compreendi que se não passares pelo amor puro, se não fores diretamente à fonte de um Deus que não é o Deus da Nova Era, mas vais diretamente ao Pai, a Jesus Cristo, se você for direto para lá, você consegue qualquer coisa. Quando entendi isso, joguei tudo fora: as cartas do tarot, o pêndulo, os cristais. Joguei tudo fora. Compreendi que até o mal pode fazer milagres, estava convencida de que estava a fazer o bem (…) e não sabia que não estava a gerir esta força.”

Finalmente livre

O desconforto físico e mental que oprimia Zita desapareceu. Ela se sentiu leve, reencontrou uma criatura guardada e amada pelo Senhor:

“Na minha casa as lâmpadas já não explodiam, foi o que aconteceu. Sempre houve um clima de tensão. Havia um cansaço crônico meu, um peso interior, eu não estava livre. Hoje tenho vontade de voar, hoje tenho vontade de ajudar as pessoas, descobri a oração, essa palavra que quando ouvi, não entendi, não entendi o poder da oração.

A relação imediata com Deus Criador faz perceber que Ele está sempre presente, sempre esteve perto, não me preserva, mas me guarda. Eu olho para minha vida e agora vejo que Ele sempre esteve lá, embora eu não percebesse”.

“Peço desculpas”

A gratidão que ela sinte hoje anda de mãos dadas com a contrição por tudo de errado que ela fez. Seus sinceros arrependimentos e dor a levam a orar a Deus pelas pessoas que ela “machucou” e a pedir perdão:

“Eu corria perigo e também colocava em perigo aqueles que vinham tratar comigo. Quem sabe quanta dor e dano eu posso ter causado às pessoas em um nível espiritual? Peço a Deus que ajude as pessoas que pensei ter ajudado e talvez as tenha magoado espiritualmente. Peço desculpas”.

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