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Após Covid, Papa pede o fim do vírus da guerra

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ALBERTO PIZZOLI / AFP

O Papa Francisco e o Arcebispo grego católico Sviatoslav Shevchchuk soltam pombos em 28 de janeiro de 2018, em Roma.

I. Media - publicado em 16/12/22

Em sua mensagem para o 56º Dia Mundial da Paz, Francisco insiste na fraternidade universal: "ninguém pode se salvar sozinho"

“Enquanto para a Covid-19 se encontrou uma vacina, para a guerra ainda não se encontraram soluções adequadas”, lamenta o Papa Francisco em uma mensagem emitida em 16 de dezembro de 2022, por ocasião do Dia Mundial da Paz, a ser celebrado em 1º de janeiro.

Em uma avaliação sombria da crise sanitária após três anos da pandemia, o Papa pede que o desafio da paz seja enfrentado, convertendo-se em “fraternidade universal” e afastando-se das lógicas individuais e nacionais.

“Ninguém pode se salvar sozinho. Juntos recomecemos a partir da Covid-19 para traçar sendas da paz”. Este é o título da mensagem escrita pelo Papa por ocasião do 56º Dia Mundial da Paz, em 1º de janeiro de 2023.

No texto de pouco mais de duas páginas, o pontífice argentino começa por fazer um balanço dos danos – mas também dos benefícios – causados pela crise sanitária três anos após o aparecimento do vírus que paralisou o planeta.

A Covid-19

“A Covid-19 precipitou-nos no coração da noite, desestabilizando a nossa vida quotidiana, transtornando os nossos planos e hábitos, subvertendo a aparente tranquilidade mesmo das sociedades mais privilegiadas, gerando desorientação e sofrimento, causando a morte de tantos irmãos e irmãs nossos”, escreve o pontífice, que fará 86 anos em 17 de dezembro.

Com um pensamento especial para os “milhões de trabalhadores não regularizados” que “ficaram sem trabalho nem qualquer apoio durante todo o período de confinamento”, o Papa aponta para o “mal-estar geral, que se concentrou no coração de tantas pessoas e famílias”, que tiveram que enfrentar “longos períodos de isolamento e várias restrições de liberdade”.

“O que é que aprendemos com esta situação de pandemia? Quais são os novos caminhos que deveremos empreender para romper com as correntes dos nossos velhos hábitos, estar melhor preparados, ousar a novidade? Que sinais de vida e esperança podemos individuar para avançar e procurar tornar melhor o nosso mundo?”, perguntou o Bispo de Roma.

Para ele, ” a confiança posta no progresso, na tecnologia e nos efeitos da globalização não só foi excessiva, mas transformou-se numa intoxicação individualista e idólatra, minando a desejada garantia de justiça, concórdia e paz”.

Descobertas positivas

Mas esta crise sanitária global também foi ocasião para “descobertas positivas”, tais como “um benéfico regresso à humildade; uma redução de certas pretensões consumistas; um renovado sentido de solidariedade que nos encoraja a sair do nosso egoísmo para nos abrirmos ao sofrimento dos outros e às suas necessidades”, observa Francisco.

Para o Santo Padre, “a maior lição” deixada pela Covid-19 “consciência de que todos precisamos uns dos outros, que o nosso maior tesouro, ainda que o mais frágil, é a fraternidade humana, fundada na filiação divina comum, e que ninguém pode salvar-se sozinho”, insiste o Papa Francisco em sua mensagem.

Uma nova e terrível calamidade

“Quando já ousávamos esperar que estivesse superado o pior da noite da pandemia de Covid-19, eis que se abateu sobre a humanidade uma nova e terrível desgraça”, disse o Papa, voltando seu olhar para a Ucrânia e sua procissão de “vítimas inocentes”. Como toda a humanidade, ele testemunhou nos últimos meses o aparecimento de “outro flagelo – uma nova guerra – comparável em parte à Covid-19 mas pilotado por opções humanas culpáveis.”

Esta guerra na Ucrânia é para ele “uma derrota para toda a humanidade e não apenas para as partes diretamente envolvidas”. Além disso, o Papa observou que o mundo inteiro já está pagando as consequências deste conflito, pensando naqueles que estão sofrendo os efeitos do aumento do preço do trigo ou da energia.

Ousando traçar um paralelo com a pandemia, o Papa disse que “o vírus da guerra é mais difícil de derrotar do que aqueles que atingem o organismo humano, porque o primeiro não provem de fora, mas do íntimo do coração humano, corrompido pelo pecado”.

Mudanças

Neste momento trágico, o Papa pediu uma mudança nos “critérios habituais para interpretar o mundo e a realidade” e para pensar o mundo, não em termos de preservar “nossos interesses pessoais ou nacionais”, mas à “luz do bem comum”.

Recordando sua intuição de que as crises – morais, sociais, políticas e econômicas – estão “todas interligadas”, o chefe da Igreja Católica nos convida a perceber que “o que consideramos como problemas individuais são na realidade causas ou consequências uns dos outros”.

Confira a íntegra da mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz aqui

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