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Eu pertenço ao amor

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Cristo Pantokrator

Renata Sedmakova | Shutterstock

Irmã Maris Stella, SV - publicado em 10/02/23

Ao reconhecer a nossa absoluta necessidade de Deus como Salvador, somos libertados da autoconfiança arrogante

“Pessoalmente, estou em perfeita calma, enfrentando com firmeza o que está por vir. Quando alguém realmente alcançou a entrega completa à vontade de Deus, há um maravilhoso sentimento de paz e uma sensação de segurança absoluta. Estou de bom humor e cheio de grande expectativa”.

Você pode imaginar essas palavras sendo ditas por alguém num lugar de plena serenidade – talvez no final de um retiro profundamente transformador.

No entanto, elas foram escritas por um homem trancafiado injustamente numa cela, pouco antes de ser executado pelos nazistas.

Ele havia perdido tudo: família, amigos, reputação, status e a própria vida. No entanto, dos abismos desta experiência de miséria, ele descobriu que, na verdade, possuía tudo o que era essencial. Estava completamente convencido do amor absoluto e incondicional de Deus, enquanto se aproximava o que ele próprio chamou de melhor momento da sua vida.

Pouco antes de ser executado, ele disse:

“Eu me alegro… porque tudo o que até agora fiz, lutei e conquistei foi dirigido, no fundo, a este único objetivo cuja barreira transporei hoje. ‘As coisas que o olho não viu e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam’ (cf. 1 Coríntios 2,9)”.

Este homem experimentou a profunda paz e alegria que vêm da confiança total em Deus e da vivência da verdade de que, quanto mais pobres nos tornamos, mais podemos experimentar o Seu amor.

Em última análise, a vida não consiste no que adquirimos ou possuímos, mas n’Aquele a quem pertencemos. A vida é deixar-se amar e pertencer ao próprio Amor: Jesus Cristo.

Ao reconhecer a nossa absoluta necessidade de Deus, de um Salvador, somos libertados da autoconfiança arrogante. Esta é a pobreza de espírito que Jesus chama de “bem-aventurada”. Jesus nos convida a entrar no seu próprio espírito de pobreza quando diz: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração (Mt 11,29)”.

Essa postura do coração nos permite lidar mais livremente com tudo nesta vida e nos apegar somente ao que é eterno.

Se rejeitamos a nossa necessidade de Deus, se fugimos do reconhecimento doloroso de viver num mundo caído ou se nos distraímos com vaidades, sucessos e posses, então nos privamos de ser amparados por Jesus em nossa fraqueza.

Como repetia com frequência o cardeal O’Connor, “tudo o que você possui, possui você”.

Podemos imaginar que experimentamos melhor o amor de Deus em nossas forças e talentos. Entretanto, o Seu amor é mais seguro e profundo em nosso vazio, quebrantamento e fraqueza. É ali que a Sua misericórdia transborda e o Seu poder e amor se mostram perfeitos.

Se nos deixamos amar por Deus, percebemos que fomos criados e que tudo o que temos nos foi dado. Deixando-nos pertencer a Ele, encontramos o amor e a plenitude para os quais os nossos corações foram feitos.

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