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7 coisas de que você deveria se abster, segundo o Papa Francisco

Pope Francis prays during the celebration of Ash Wednesday

Photo by Alberto PIZZOLI / AFP

Isabella H. de Carvalho - publicado em 03/03/23

Algumas sugestões do Papa para você viver melhor a Quaresma

A Quaresma marca os 40 dias que antecedem a Páscoa, quando os católicos são chamados a jejuar e se abster de certas coisas em preparação para a celebração da vitória sobre o pecado e a morte. Aqui estão sete sugestões tiradas de mensagens e homilias do Papa Francisco para você se inspirar.

1Abster-se de evitar Deus

“A Quaresma é o tempo favorável para regressar ao essencial, despojar-nos daquilo que nos sobrecarrega, para nos reconciliarmos com Deus, para reacender o fogo do Espírito Santo que habita escondido por entre as cinzas da nossa frágil humanidade”, disse o Papa Francisco durante sua homilia da Missa da Quarta-feira de Cinzas em 22 de fevereiro de 2023. 

O Pontífice explicou que essa jornada nos leva à “verdade sobre nós mesmos” e nos ajuda a sair “da fortaleza de nossa autossuficiência”. É uma oportunidade de “regressar para Deus e para os irmãos”. 

2Abster-se da soberba espiritual

Durante o Angelus de 23 de outubro de 2022, o Papa Francisco alertou para a “soberba espiritual”, que nos impede de ir em direção aos outros: “Onde há muito ‘eu’, há pouco Deus”. 

“Mas padre, por que nos fala de soberba espiritual?. Porque todos nós corremos o risco de cair nisto. Ela leva-nos a pensar que somos bons e a julgar os outros. Esta é a soberba espiritual: ‘Estou bem, sou melhor que os outros: isto é a tal coisa, aquele é a outra…’. E assim, sem nos darmos conta, adoramos o nosso eu e cancelamos o nosso Deus. É rodar em volta de si mesmo. É a oração sem humildade”, explicou Francisco.

3Abster-se da mídia digital

Em sua mensagem da Quaresma de 2022, o Papa Francisco disse que este período litúrgico é perfeito para resistir à tentação da mídia digital, “que empobrece as relações humanas”. 

“A Quaresma é tempo propício para contrastar estas ciladas, cultivando, ao contrário, uma comunicação humana mais integral, feita de «encontros reais» face a face”, escreveu o Santo Padre.

4Abster-se de polarizações e divisões

É fácil ser pego nos debates e divisões que afetam a sociedade diariamente. No entanto, o Papa Francisco exorta os católicos a ser “não um ou outro”, mas “ambos e, combinando diferenças”. Em entrevista ao meio de comunicação jesuíta America, publicada em novembro de 2022, ele afirmou claramente que “a polarização não é católica”. 

5Abster-se de ser indiferente aos outros

“A indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar”, afirmou o Pontífice durante sua mensagem para a Quaresma de 2015. 

“A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum”, concluiu Francisco.

6abster-se do barulho desnecessário

Na audiência geral de 15 de dezembro de 2021, o Papa Francisco enfatizou a importância do silêncio, enquanto fazia uma catequese sobre São José. “José, com o seu silêncio, convida-nos a deixar espaço à Presença da Palavra feita carne, a Jesus”, disse o Pontífice, explicando que os Evangelhos não contêm uma única palavra pronunciada pelo esposo de Maria.

O Chefe da Igreja Católica reconhece que o silêncio deixa muitas pessoas “com medo”, pois obriga-as a olhar para dentro. No entanto, ele destaca que “cultivar o silêncio” é “dar ao Espírito a oportunidade de nos regenerar, de nos consolar, de nos corrigir”.

7Abster-se do narcisismo, da vitimização e do pessimismo

Em sua homilia na solenidade de Pentecostes de 2020, o Papa Francisco identificou “três inimigos principais” que nos impedem de receber o dom do Espírito Santo: “narcisismo, vitimização e pessimismo”.

“O narcisismo nos faz idolatrar a nós mesmos, nos preocuparmos apenas com o que nos faz bem. […] As vítimas lamentam todos os dias do outro […] Achando que ninguém nos entende e vive o que vivemos. […] O pessimista insurge-se com o mundo, mas senta e não faz nada, pensando: ‘De que adianta dar? Isso é inútil’”, ilustrou o Papa. 

O antídoto para esses inimigos, segundo o Papa, é rezar, pedindo ao “Espírito Santo, memória de Deus, reavive em nós a lembrança do dom recebido”.

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