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Pai do bebê Alfie não esmorece: “É meu filho, mas, antes, é filho de Deus!”

Alfie's Army Official
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Oremos mais forte: os pais de Alfie perderam mais uma batalha legal na luta pelo bebê, mas não perdem a fé e precisam de ainda mais apoio

“Eu sou consciente de que a morte do meu filho é uma possibilidade real e, talvez, não muito distante. Sei que o Paraíso está esperando por ele, pois não consigo imaginar que tipo de pecado essa alma inocente poderia ter cometido, pregada no leito do hospital como numa cruz”.

Essas palavras arrepiantes foram postadas no Facebook por Tom Evans, o papai-herói britânico de 21 anos que luta com todas as forças pelo direito de ao menos tentar um diagnóstico para o filho de 23 meses, Alfie, cujos aparelhos no hospital deverão ser desligados por sentença judicial após pedido da própria entidade de saúde. Os pais se recusam a renunciar a outras possibilidade de tratar o bebê, oferecidas por hospitais estrangeiros como o Bambino Gesù, do Vaticano. Mais a respeito deste caso, marcado por um inacreditável autoritarismo jurídico, pode ser lido aqui.

ALFIE EVANS
Facebook I Alfie's Army Official

Na última sexta-feira, Tom tentou retirar o bebê do hospital Alder Hey e transferi-lo para Roma alegando que ninguém tem autoridade para impedi-lo de levar o próprio filho para outra instituição, mas foi impedido pela polícia. Uma multidão se reuniu em torno ao hospital para dar apoio à família.

Alfie Evans protesto pais
Reprodução

No entanto, mesmo proibidos de retirar Alfie do hospital apesar de terem conseguido outra equipe completa de médicos, ambulância e até avião-UTI para a transferência à Itália, os pais conseguiram pelo menos mais uma audiência nesta segunda, dia 16. De novo, porém, o tribunal negou o pedido. O casal Tom e Kate já perdeu batalhas legais no Supremo Tribunal de Justiça, no Tribunal de Apelação, no Supremo Tribunal de Londres e até no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, mas ainda tem direito a apelar diretamente ao Supremo Tribunal do Reino Unidos, o que será feito.

Via redes sociais, Tom Evans questiona:

“A transferência do nosso filho estável pode ser um risco? Mas desconectar o seu suporte de vida e deixá-lo asfixiar-se e morrer não é um risco? Onde está a lógica disso? Eles dizem que eu preciso encarar a realidade! Tenho vivenciado isso há 15 meses”.

Alfie está internado desde dezembro de 2016 em “estado semi-vegetativo” devido a uma “condição neurológica degenerativa” que o hospital sequer conseguiu diagnosticar objetivamente.

Tom declarou na terça-feira passada, ao receber a sentença ditatorial que determinava dia e hora para que os aparelhos fossem desligados:

“Amanhã (quarta, 11 de abril) pode ser o dia no qual desconectarão Alfie, enquanto vemos claramente que ele pode respirar quando precisa, tossir, espirrar, bocejar, espreguiçar, se virar etc”.

Tom e Kate Evans
Tom e Kate Evans

O Alder Hey Children’s Hospital pediu que a justiça inglesa o autorizasse a desconectar o suporte vital de Alfie argumentando que não existe solução para o seu problema de saúde, embora os médicos nem saibam ao certo de que problema se trata.

Alfie só está vivo hoje graças aos seus pais, que, bravamente, continuam lutando nos tribunais de justiça em favor do direito que deveria ser o mais óbvio de todos os pais: o de lutar pela vida do próprio filho.

Em 4 de abril, o Papa Francisco enviou suas orações a Alfie Evans e aos seus pais e pediu que seja feito todo o necessário para acompanhar o bebê e escutar “o profundo sofrimento de seus pais”.

Twitter Papa Alfie
Twitter Papa Francisco