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A demência: uma praga do século XXI que afeta cada vez mais famílias

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SpeedKingz - Shutterstock

Javier Fiz Pérez - Reportagem local - publicado em 25/05/18

Como responder a esse desafio de prevenção, cuidado e solidariedade dentro de casa, na convivência social e na vida em sociedade?

Todo ano, em todo o mundo, são diagnosticados 7,7 milhões de novos casos de demência, ou 1 a cada 4 segundos. Estima-se que de 5% a 8% da população de maiores de 60 anos sofra demência e que o número total de pessoas atingidas pela doença supere os 82 milhões em 2030 e os 152 milhões em 2050. Boa parte desse aumento nos casos virá dos países de baixa ou média renda. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já trata a demência como prioridade de saúde pública.

A demência é uma das principais causas de dependência de cuidados de terceiros por parte de idosos em todo o planeta, o que pode gerar situações dolorosas tanto para os doentes quanto para os seus familiares e cuidadores.

Trata-se de uma síndrome, geralmente de natureza crônica ou progressiva, caracterizada pela deterioração das funções cognitivas, ou seja, da capacidade de processar o pensamento. Essa deterioração, que ocorre em grau bastante mais severo que o do normal processo de envelhecimento, afeta a memória, o raciocínio, a orientação, a compreensão, o cálculo, a capacidade de aprendizagem, a linguagem e o discernimento. A progressiva diminuição da função cognitiva costuma ver-se acompanhada, e às vezes precedida, pela deterioração do controle emocional, do comportamento social ou da motivação.

O mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência: cerca de 60% a 70% dos casos.

ELDERLY
Monkey Business Images - Shutterstock

Na demência também existem níveis:

  • Demência leve: a pessoa nota deterioração da memória, principalmente para acontecimentos recentes, como esquecer uma visita da filha no dia anterior ou se tomou mesmo a última dose da medicação. É provável que a pessoa se senta desconcertada, inquieta e triste, podendo ainda irritar-se e ficar na defensiva quando alguém lhe aponta algum erro cometido.
  • Demência moderada: a pessoa sofre problemas sérios de memória, conservando só as lembranças antigas. Acontecimentos recentes são esquecidos rapidamente e pode ocorrer que a pessoa não saiba que dia é nem onde está. Há problemas para encontrar as palavras adequadas, verificando-se declarações inconvenientes. Podem-se desenvolver falsas crenças, como, por exemplo, a de que alguém entra na casa e rouba coisas, o que gera inquietação, tristeza e, em alguns casos, certa agressividade.
  • Demência grave: a pessoa sofre perda completa da memória. Não reconhece sequer os familiares mais próximos. Tem dificuldades graves para se comunicar, mostra-se apática, inativa e, com frequência, agressiva tanto verbal quanto fisicamente. Perde inclusive a capacidade de caminhar, comer, engolir, e pode sofrer de incontinência.

O que fazer?

Aumentar a conscientização e a compreensão da demência em todos os níveis da sociedade é necessário para diminuir a discriminação e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas, sejam os doentes, sejam os seus familiares e cuidadores. É preciso, portanto, promover uma cultura de abertura e respeito, particularmente pelos mais frágeis.

Também é necessário mais investimento de recursos e de tempo em pesquisas voltadas a compreender melhor as causas da demência e desenvolver tratamentos mais eficazes: a identificação dos fatores de risco modificáveis da demência ainda é escassa, por exemplo.

Em maio de 2017, a Assembleia Mundial da Saúde apoiou formalmente o Plano de Ação Mundial 2017-2025 em resposta à demência, com medidas aplicáveis pelos governos, pelas entidades de saúde e pela própria OMS em âmbitos como:

  • conscientização sobre a doença;
  • estabelecimento de iniciativas destinadas a promover a adaptação à demência;
  • redução do risco de demência;
  • diagnóstico, tratamento e atenção;
  • pesquisa e inovação;
  • apoio aos cuidadores das pessoas com demência.

Um exemplo (emocionante) de campanha de conscientização

Confira no link abaixo uma tocante campanha realizada na Irlanda, com um caso real:

alzheimer família Ryan
The Alzheimer Society of Ireland / YouTube

“…mas, um dia, mamãe vai esquecer o meu nome…”: filhos fazem vídeo emocionante sobre Alzheimer da mãe

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