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Das redes sociais, com humor: a “Oração Bíblica da Solteira Desesperada”

oração solteira
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“De 30 a 35 anos: ‘Depressa, Senhor, vinde em meu auxílio!’ (Salmo 69,2)”

Há quem ande compartilhando pelas redes sociais, com bom humor, um conjunto de frases bíblicas tiradas de contexto e “reorganizadas” de modo a comporem uma “sequência de preces por faixa etária” intitulada “Oração Bíblica da Solteira Desesperada”.

Lá vai ela:

De 15 a 25 anos: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará” (Salmo 22,1).

De 25 a 30: “Esperei no Senhor com toda a confiança” (Salmo 39,2).

De 30 a 35: “Depressa, Senhor, vinde em meu auxílio” (Salmo 69,2).

De 35 a 45: “Aquele que vem a mim, não o lançarei fora” (João 6,37).

De 45 a 55: “Vinde a mim todos os que estais aflitos” (Mateus 11,28).

De 55 a 65: “Traz-me então os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (Lucas 14,21).

Críticas de internautas

Nem todo o mundo parece ter achado graça na brincadeira. As principais críticas têm envolvido os seguintes aspectos:

DEBOCHE? – Alguns internautas viram nela um deboche com a Bíblia. No entanto, é possível afirmar que não há nessa brincadeira algum desrespeito objetivo para com as Sagradas Escrituras, que não são aqui ridicularizadas como tais. Aliás, há várias piadas cristãs que partem de episódios bíblicos para gerar alguns momentos de sadia descontração, como as que o leitor pode encontrar nos seguintes artigos:

Leia também: 4 piadas católicas: o que as Escrituras dizem e o que a gente entende…

Leia também: 10 anedotas envolvendo o Papa mais engraçado de todos os tempos

 

INSENSIBILIDADE? – Outra crítica despertada pelos compartilhamentos desse texto diz respeito à própria condição das mulheres (e homens) solteiros: há quem ache que é “insensível” brincar com a realidade das pessoas que não estão vivendo uma relação amorosa – como se todos os seres humanos fossem naturalmente obrigados à vida a dois e, por conseguinte, os solteiros fossem pessoas frustradas ou fracassadas. Se avaliarmos melhor as eventuais demonstrações de “insensibilidade” a esse respeito, possivelmente as encontraremos mais presentes no preconceito de quem acha que uma pessoa solteira é necessariamente “frustrada” do que nas piadas saudáveis envolvendo a “solteirice”…

E aqui vem uma reflexão relevante: a vida de solteiro será então uma vocação? É uma discussão complexa e cheia de sutilezas. Alguns pensamentos sobre o tema podem ser encontrados neste artigo:

Leia também: A vida de solteiro é uma vocação?

 

PRECONCEITO? – Por fim, uma crítica pertinente tem a ver com a última citação bíblica “selecionada”:

De 55 a 65 anos: “Traz-me então os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (Lucas 14,21).

De fato, essa parte da brincadeira deixa transparecer a ideia de que a situação econômica e as deficiências físicas tornariam alguém menos “desejável” como cônjuge, de modo que a mulher que faz esta “prece” já estaria “resignada” e sem quaisquer exigências quanto ao “príncipe encantado”. Neste ponto, a brincadeira se transforma, na verdade, em uma válida crítica à postura de idealismo e até de preconceito que faz parte dos “devaneios de amor” de muitas pessoas solteiras, propensas a priorizar aspectos exteriores como o físico e o financeiro. Contra essa visão focada nas aparências e no superficial, há testemunhos eloquentes de felicidade matrimonial enraizada na única razão que torna feliz um casamento: o amor verdadeiro. Basta pensar na quantidade de pessoas com deficiência cujo casamento é mais feliz e sólido que o de alguns casais em que nenhum dos cônjuges é cego, surdo ou anda em cadeira de rodas. Podemos recordar também os felizes casamentos de pessoas com síndromes, como a de Down. É o caso, inspirador, destes casais:

Leia também: Casal com síndrome de Down revela o segredo de 23 anos de “feliz união”

Leia também: A emocionada carta de um pai para a filha com Síndrome de Down no dia do casamento dela

 

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