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Legalização do aborto nos EUA completa hoje 49 anos, baseada em uma farsa

Marcha pela Vida contra a legalização do aborto nos EUA

JEFFREY BRUNO | JEFFREY BRUNO

Francisco Vêneto - publicado em 22/01/22

Norma McCorvey, a mulher cujo caso levou à legalização do aborto, se converteu à Igreja Católica anos depois e se tornou pró-vida

A legalização do aborto nos EUA completa 49 anos neste dia 22 de janeiro, data em que, no ano de 1973, a Suprema Corte daquele país emitiu a sentença do caso Roe versus Wade.

Trata-se de um processo apresentado em 1970 por Norma McCorvey, cujo pseudônimo era Jane Roe. Ela alegava ter ficado grávida em decorrência de um estupro coletivo. Suas advogadas Sarah Weddington e Linda Coffee, na época recém-formadas pela Escola de Direito da Universidade do Texas, convenceram a jovem de que a sua melhor alternativa seria o aborto, mas o procedimento não era permitido por lei. Ela então entrou na justiça para obter a autorização. Durante o julgamento do processo, porém, a bebê de Norma nasceu e foi entregue para adoção.

A sentença foi dada em 22 de janeiro de 1973, quando a Suprema Corte decidiu pela aprovação do aborto. Desde então, só nos Estados Unidos, estima-se que quase 65 milhões de seres humanos tenham sido legalmente exterminados no útero materno em seus estágios iniciais de desenvolvimento. Segundo o site Worldometers, 22% de todas as gravidezes nos EUA terminam em aborto provocado, desconsiderando-se os abortos espontâneos.

A farsa que levou à legalização

O caso que abriu as portas para o aborto, no entanto, era uma farsa.

Em 1987, Norma McCorvey admitiu que tinha contado uma grande mentira no tribunal: ela não havia sido estuprada por bandidos. O pai da sua bebê, segundo ela própria, era um homem que ela conhecia – e amava.

Depois de confessar a farsa, Norma se converteu ao catolicismo e se dedicou à causa pró-vida, defendendo os direitos inalienáveis dos nascituros. Ela faleceu em 18 de fevereiro de 2017.

A advogada Sarah Weddington, uma das duas que induziram Norma a forjar um estupro e a mentir para a Suprema Corte a fim de obter o “direito” ao aborto, morreu em 26 de dezembro de 2021, aos 76 anos.

O pe. Frank Pavone, da organização pró-vida Priests for Life, declarou que Sarah Weddington “será sempre uma lembrança do maior erro já cometido pelo Supremo Tribunal” dos Estados Unidos. Ele acrescentou que a advogada “não foi uma heroína para as mulheres nem para a liberdade, porque elas sofreram grandes danos com o aborto legal”. O sacerdote fez votos de que a morte de Sarah Weddington “seja uma lembrança de que a sentença Roe versus Wade é uma decisão cujo tempo já passou e que também deve ser deixada de lado”.

De fato, os Estados Unidos estão finalmente passando por um momento de revisão da sentença que decretou a inexistente “liberdade” de exterminar bebês em gestação:

Legalização do aborto nos EUA completa 49 anos hoje

A Igreja Católica nos Estados Unidos promove anualmente, em 22 de janeiro, a Marcha pela Vida, uma grande manifestação em que pessoas de todo o país, independentemente de religião ou de identificação partidária, apoiam publicamente os direitos do nascituro e a reversão da sentença de 1973.

Em 2021, devido à pandemia de covid-19, a Marcha pela Vida foi realizada virtualmente. Em 2022, a Marcha foi antecipada em um dia, realizando-se em 21 de janeiro. Antes mesmo de acontecer, o evento já foi notícia porque um restaurante de Washington, cujos administradores são declaradamente defensores do aborto, se recusou a atender um grupo pró-vida e cancelou as suas reservas para um café-da-manhã. É a “democracia” dos que dizem defender a “liberdade de escolha” – desde que seja a escolha deles.

Tags:
AbortoIdeologiaJustiçaPolíticaVida
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